Representantes da Rede de Proteção Rural de Caxambu, integrada pela Polícia Militar de Minas Gerais, realizaram nesta quinta-feira (2) uma reunião comunitária com autoridades municipais para discutir os recentes ataques de cães a rebanhos na zona rural do município. Os episódios, que resultaram no abate de animais, geraram preocupação entre produtores rurais e mobilizaram esforços conjuntos para conter o avanço do problema.
O encontro aconteceu na Policlínica Municipal de Caxambu e contou com a presença dos policiais militares 2º Sargento Geandro e 3º Sargento Alan Carvalho, da 277ª Cia do 57º BPM da 17ª RPM, que atuaram representando a Polícia Militar no 1º Pelotão da cidade. Também participaram a diretora da Vigilância em Saúde, Maria Fátima da Silva Pereira; a médica veterinária municipal, Marianna Mac Niven Junqueira de Oliveira; a representante do Sindicato Rural, Solange dos Reis Santos; e o diretor de Agropecuária, Marcus Felipe dos Santos.
Durante a reunião, foi destacada a atuação da APAC de Caxambu, associação responsável por ações de castração de cães e gatos. Apesar do trabalho contínuo, a entidade enfrenta sérias limitações estruturais, como a falta de espaço para acolhimento de animais abandonados, a ausência de equipe para captura e uma longa fila de espera para os procedimentos de esterilização.
Entre as propostas apresentadas, está uma visita técnica ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Lavras, referência regional no assunto. A intenção é adaptar boas práticas à realidade de Caxambu, município que enfrenta restrições orçamentárias típicas de cidades de pequeno porte, o que limita investimentos em áreas como saúde, educação e controle de zoonoses.
A Secretaria Municipal de Saúde já está avaliando projetos e alternativas para enfrentar o problema. A médica veterinária Marianna agora integra oficialmente o grupo da Rede Rural, contribuindo tecnicamente nas ações de combate ao abandono de animais e prevenção de ataques.
O Sindicato Rural de Caxambu, atento às necessidades de seus associados, acompanhará a situação e participará das ações visando apoiar e encontrar junto à comunidade e autoridades a melhor solução para o caso.
A reunião também reforçou a importância da legislação que trata do bem-estar animal, como a Lei 9.605/98, sobre crimes ambientais, e a Lei 14.064/20, que endurece penas para maus-tratos e abandono de cães e gatos.
Uma campanha de conscientização está sendo veiculada nas redes sociais da Polícia Militar para informar a população e coibir práticas irregulares.



