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Sindicato Rural de Caxambu > Blog > Sem categoria > PIB do setor cresce 2,65% em Minas
Sem categoria

PIB do setor cresce 2,65% em Minas

Admin
Última atualização: 24 de fevereiro de 2014 7:00 am
Admin Publicado em 24 de fevereiro de 2014
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O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio mineiro apresentou expansão de 2,65% entre janeiro e novembro de 2013, atingindo R$ 150,7 bilhões. No período, o segmento da pecuária cresceu 10,97%, enquanto a agricultura recuou 3,43%. Do valor total estimado para o Estado no ano, cerca de R$ 81,9 bilhões, ou 54,3%, virão da agricultura e R$ 68,8 bilhões, ou 45,6%, da pecuária.
 
Em relação ao agronegócio brasileiro, o PIB de Minas Gerais, com base nos cálculos de novembro, passou a ter uma fatia de 13,84% na composição nacional do setor, com declínio de 0,16 ponto percentual. Em 2012, a participação era de 14%.
 
O PIB do agronegócio de Minas Gerais é estimado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com apoio financeiro da FAEMG e da Seapa (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
 
Em novembro, o PIB da agricultura avançou 0,41%. Mas, no acumulado de 11 meses em 2013, houve queda de 3,43%. A retração no segmento foi puxada, principalmente, pelo recuo de receita do café (-30,35%), produto que representa 42% da lavoura mineira. Desempenho negativo também foi registrado nas lavouras de milho (-11,26%), feijão (-11,41%) e algodão (-23,20%). No caso do café, a queda está atrelada ao recuo de 30,55% nos preços e ao avanço de apenas 0,28% no volume.
 
O segmento de insumos agrícolas também apresentou variação negativa, de 1,41%, acumulando baixa de 8,77% no ano. A queda é reflexo da retração em fertilizantes e corretivos de solo, assim como em alimentos para animais. Foram registradas altas, no mês, nos segmentos primário (0,33%), indústria (0,57%) e distribuição (0,52%), mas os mesmos continuaram com declínio no acumulado do ano: 8,73%, 0,64% e 2,56%, respectivamente.
 
Altas
 
Dentre os outros produtos agrícolas, a soja, cana-de-açúcar, batata-inglesa, tomate, mandioca e banana tiveram ganhos de receita. Na soja, o avanço de 1,34% no ano ocorreu devido à estimativa de expansão da produção de 9,83% em relação à safra passada. A média de preços reais na comparação entre os anos, entretanto, apresentou redução de 7,73%.
 
A batata-inglesa continua em posição de destaque no campo mineiro. A cultura manteve no acumulado até novembro um crescimento expressivo de 106,44% no faturamento. Este aumento segue atrelado à expansão dos preços, 93,99%, e do volume, 6,42%.
 
Mandioca, tomate e banana também apresentaram taxas de crescimento bastante elevadas, acima de 30%. Para a mandioca, o crescimento de 40,28% do faturamento resultou de uma elevação de 41,57% nos preços, já que o volume caiu 0,92%. No caso do tomate, a alta de 38,18% nas receitas esperadas para 2013 esteve relacionada tanto ao aumento nos preços, de 9,74%, quanto na quantidade (25,92%).
 
Na cultura da banana, a expansão de 32,75% refletiu aumento tanto em preços quanto em produção (24,53% e 6,60%, respectivamente). Na cana-de-açúcar o aumento no faturamento foi de 1,44%, no volume, de 17,13% e queda no preço de 13,4%.
 
Segmentos de corte e leiteiro apresentam expansão no Estado
 
Na cadeia da pecuária mineira, houve elevação de 0,59% em novembro do PIB (Produto Interno Bruto), o que aumentou o resultado positivo anual para 10,97%, ante 10,32% até outubro. Apenas o setor de insumos apresentou declínio, tanto no mês (1,31%) quanto no ano (5,10%), sendo que indústria e distribuição registraram as maiores elevações em novembro (1,72% e 0,89%), acumulando, em 2013, avanços de 20,20% e 13,56%, respectivamente.
 
O segmento primário da pecuária apresentou avanço de 0,5% em novembro, o que ampliou para 10,67% os ganhos de 2013. As estimativas de preço médio para a cadeia ficaram 7,98% maiores que em 2012 e as expectativas de produção, 3,31% mais elevadas. Em quase todas as atividades, o saldo foi positivo, com exceção do bovino macho, que registrou queda de 8,37% no ano em faturamento. Tanto para o boi quanto para a vaca, o cenário foi de declínio de preços reais em aproximadamente 2%.
 
Porém, no caso dos machos, houve redução também em quantidade (6,89%), reflexo do menor estímulo de vendas, dado o menor patamar de preços desde 2012. As vacas apresentaram expansão de 31,66% em volume, elevando o faturamento para 29,02%.
 
O faturamento dos demais produtos também apresentou alta. No caso do leite, o incremento foi de 32,79%, suínos, 19,69% e frango, 19,59%. Nessas três atividades, os preços permaneceram elevados, mesmo com o maior volume, reflexo do crescimento expressivo da demanda. Os preços do leite subiram 25,88%, seguidos pelos suínos, 15,16% e frango, 14,65%.
 
O setor produtor de ovos apresentou resultado um pouco mais modesto, com crescimento de 4,62% no faturamento. Para esta atividade, houve redução de 3,14% em quantidade e alta de 8,02% nos preços.
Fonte: Diário do Comércio

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