Ao clicar em aceitar você concorda com as Políticas de Privacidade e Termos de Uso deste website.
Accept
Sindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de Caxambu
Font ResizerAa
  • Início
  • História
    • Nossos compromissos
  • Diretoria 2024/2027
  • Notícias
  • Cursos
  • Eventos
  • Parceiros
  • Seja um associado
  • Fale Conosco
Reading: O ano mais quente da história
Share
Sindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de Caxambu
Font ResizerAa
  • SEJA UM ASSOCIADO
  • FALE CONOSCO
  • REDES SOCIAIS
Pesquisar
  • Início
  • História
    • Nossos compromissos
  • Diretoria 2024/2027
  • Notícias
  • Cursos
  • Eventos
  • Parceiros
  • Seja um associado
  • Fale Conosco
Follow US
Sindicato Rural de Caxambu > Blog > Sem categoria > O ano mais quente da história
Sem categoria

O ano mais quente da história

Admin
Última atualização: 18 de janeiro de 2017 4:38 pm
Admin Publicado em 18 de janeiro de 2017
Share
SHARE

 
Pronto, 2016 foi registrado como o ano mais quente da nossa história, desde a Revolução Industrial. O aumento da temperatura foi 0,2°C maior que o recordista anterior, que era o ano de 2015. Na primeira análise global de 2016 publicada por um órgão da União Europeia, o Serviço Copernicus de Mudança Climática, a temperatura ficou 1,3°C acima da média. Esse valor já está muito próximo do limite de 1,5°C definido pelos países signatários do Acordo de Paris, quando assumiram que com aumentos de temperatura superiores a esses valores entraremos em um campo de alterações significativas dos sistemas naturais e aumento considerável da frequência de eventos climáticos extremos. Tudo bem que tivemos uma influência significativa de um expressivo El Niño, entre 2015 e 2016, mas uma coisa é certa: a influência humana é a responsável pelas mudanças climáticas que vivemos atualmente.
 
Reconhecendo que as mudanças climáticas representam uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas, na 21ª Conferência das Partes (COP21) foi proposto um pacto mundial para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O chamado Acordo de Paris foi aprovado por 195 países com o compromisso de envidar todos os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. O fato é que isso foi em 2015 e, de acordo com as previsões, chegaríamos a um aumento médio dessa magnitude apenas daqui a uma década. Mas não é bem o que parece. No final do ano passado, fui o único brasileiro convidado para participar do encontro na Indonésia do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, órgão da Organização das Nações Unidas – ONU – responsável pelo estabelecimento de políticas climáticas mundiais), cujo objetivo foi contribuir para o fortalecimento da base de dados do IPCC, especialmente em relação à mata atlântica. Durante esse encontro, além da modelagem climática global, duas questões dominavam as discussões: a intensa velocidade com que estamos chegando ao limite de 1,5°C definido no Acordo de Paris e a recente vitória de Donald Trump para a Presidência dos EUA, com aparente retrocesso de todas as políticas climáticas conquistadas até o momento. Esperamos que algumas reuniões com Al Gore e Leonardo de Caprio possam alterar significativamente as primeiras impressões desse novo presidente.
 
Bom, mas o que um ano um pouco mais quente pode me afetar? (Perguntaria um mineiro desconfiado.) De muitas formas, uai! Basta ver que ainda estamos no início do verão e as temperaturas na capital mineira andam insuportáveis. Se for tentar se refrescar nas praias, deve ficar atento, pois a sensação térmica no RJ chegou a 61°C! Os surtos de mosquitos e pernilongos andam avassaladores. Isso sem falar das doenças tropicais, como a febre amarela, dengue, chikungunya, zika vírus, que geralmente estão associadas ao aumento do calor e da umidade. As chuvas também andam bem imprevisíveis, com períodos em que todos ficam em pânico com medo do racionamento e outros períodos com enchentes e inundações que deixam a cidade travada, desconectada e altamente vulnerável.
 
O aumento da temperatura já é sentido e reconhecido. As mudanças climáticas também. O tempo agora é de ação. Mitigação e adaptação são palavras de ordem para as vulnerabilidades que já temos no nosso sistema. Precisamos despertar para as cidades inteligentes, resilientes, soluções para abastecimento, para esgotamento, planos rápidos a serem executados durante eventos extremos para que a cidade não pare. Precisamos de uma economia de baixo carbono, de uma cadeia de produção mais consciente, de novas tecnologias, de energias limpas de fontes renováveis. Precisamos de ações emergenciais para grupos mais vulneráveis.
 
Vale lembrar que para um planeta com 4,5 bilhões de anos, pouco afeta aumentos e diminuições de temperatura, chuvas torrenciais, tempestades ou secas prolongadas. Mas para a espécie humana, de aproximadamente 150 mil anos, isso muda tudo. Ultrapassar o limite de 1,5°C não é uma opção segura para a humanidade. Esse é um recorde que não devemos quebrar!
Estado de Minas
Thiago Metzker
Biólogo, doutor em ecologia, conservação e manejo da vida silvestre, conselheiro do CRBio-04 e presidente do IBAM %u2013 Instituto Bem Ambiental.

Compartilhe isso:

  • Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)
  • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)

Relacionado

You Might Also Like

DIA DO AGRICULTOR: UMA DATA QUE MERECE SER COMEMORADA

Presidente da FAEMG recebe placa de reconhecimento

Sistema FAEMG participa de roda de conversa em Caxambu

DIA DO TRABALHADOR RURAL

SINDICATO RURAL DE CAXAMBU PRESENTE NO PROJETO REDESCOBRIR DA FAEMG

É falso que chapéu esteja proibido no campo, esclarece Faemg Senar
3 de fevereiro de 2026
Cursos de solda e reforçam qualificação profissional em Caxambu
31 de janeiro de 2026
Balanço de atividades: Sindicato Rural de Caxambu amplia cursos, fortalece a assistência técnica e projeta novos desafios para 2026
19 de janeiro de 2026
Segurança no Campo: Polícia Militar e Emater divulgam alerta de prevenção aos produtores rurais
19 de dezembro de 2025
Curso de salgados, doces e bolos festivos – Oportunidade para empreender
19 de dezembro de 2025
Antônio de Salvo assume como 2º vice-presidente da CNA
11 de dezembro de 2025
Interesse por cafés especiais impulsiona treinamento de baristas
10 de dezembro de 2025
Dia de Campo reúne especialistas e produtores para debater avanços na bovinocultura de corte
30 de novembro de 2025
DA SERRAGEM AO BRILHO DAS GRANDES FEIRAS: QUANDO O ARTESANATO ABRE CAMINHOS
30 de novembro de 2025
Sindicato Rural de Caxambu e Senar promovem curso sobre Animais Peçonhentos e Venenosos
29 de novembro de 2025
© Sindicato Rural de Caxambu
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?