Ao clicar em aceitar você concorda com as Políticas de Privacidade e Termos de Uso deste website.
Accept
Sindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de Caxambu
Font ResizerAa
  • Início
  • História
    • Nossos compromissos
  • Diretoria 2024/2027
  • Notícias
  • Cursos
  • Eventos
  • Parceiros
  • Seja um associado
  • Fale Conosco
Reading: ARTIGO – Água: as lições do campo
Share
Sindicato Rural de CaxambuSindicato Rural de Caxambu
Font ResizerAa
  • SEJA UM ASSOCIADO
  • FALE CONOSCO
  • REDES SOCIAIS
Pesquisar
  • Início
  • História
    • Nossos compromissos
  • Diretoria 2024/2027
  • Notícias
  • Cursos
  • Eventos
  • Parceiros
  • Seja um associado
  • Fale Conosco
Follow US
Sindicato Rural de Caxambu > Blog > Sem categoria > ARTIGO – Água: as lições do campo
Sem categoria

ARTIGO – Água: as lições do campo

Admin
Última atualização: 11 de novembro de 2014 12:12 pm
Admin Publicado em 11 de novembro de 2014
Share
SHARE
Em artigo publicado no jornal Estado de Minas desta terça-feira (11/11), o presidente do SISTEMA FAEMG, Roberto Simões, fala sobre planejamento na gestão dos recursos hídricos e a grande contribuição dos produtores rurais na conservação e reutilização da água.
Água: as lições do campo
Roberto Simões – Presidente do SISTEMA FAEMG –  Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais
A falta de chuvas que castiga as cidades, especialmente em Minas Gerais e São Paulo, é a mesma que penaliza o campo, de onde saem os alimentos que abastecem os centros urbanos. Mas há, entre campo e cidade, uma diferença crucial.
Gestores públicos e parte da própria população das metrópoles parecem continuar acreditando na fantasia de que a água é um bem infinito – e que, portanto, desperdícios e falta de planejamento na gestão dos recursos hídricos são toleráveis. No campo, os produtores rurais, sejam eles de pequeno, médio ou grande porte, já conhecem há décadas o valor da água e vêm buscando, incessantemente, tecnologias, técnicas e processos para sua conservação e reutilização.
Tome-se, como exemplo, a irrigação na agricultura. No mundo, cerca de 17% das áreas agrícolas são irrigados; elas são responsáveis por cerca de 47% da produção mundial de alimentos. O que muita gente não sabe é que a água utilizada na irrigação não se perde: parte volta aos lençóis freáticos, parte evapora ou é transpirada pelas plantas e animais. Assim, o consumo real é apenas o que fica retido no corpo da planta ou do animal. Além disso, dispomos hoje de técnicas e tecnologias que permitem chegar ao desperdício zero.
Há outros avanços. Produtores rurais de todos os portes têm intensificado o uso de práticas como construção de barragens de terra, com drenos de fundo, que proporcionam a maior recarga dos aquíferos, seguram as águas das chuvas e favorecem diversos empreendimentos de agricultura irrigada. Reter a água na bacia hidrográfica por mais tempo, por meio das acumulações e da irrigação, favorece a infiltração no solo e reduz o escoamento superficial, que causa erosão e picos de cheia a jusante. São , assim, arranjos produtivos com base em uma gestão integrada dos recursos hídricos, o que ainda não acontece nos centros urbanos.
Portanto, é o espaço rural que reúne hoje as alternativas de maior e melhor regularização do fluxo hídrico ao longo do ano. O poder público pode desempenhar um papel importante nesse processo, estimulando políticas que incentivem ainda mais os produtores para a preservação das águas e adequadas alocações das mesmas. Trata-se de facilitar a coleta e o armazenamento das águas das chuvas e a regularização da vazão de rios, e usá-las na agricultura irrigada.
O produtor rural tem apresentado bons exemplos à sociedade, como o reuso das águas servidas na produção animal e vegetal, os cultivos protegidos, a preservação de matas e nascentes e as práticas conservacionistas do solo e da água. Temos no campo, assim, credenciais para participar ativamente dos debates de uma nova agenda estadual, nacional e internacional relacionada à gestão planejada e consciente das águas. Neste quesito, estamos anos-luz à frente das metrópoles, que, sem saber de onde veio e nem como é conduzida, consomem água à vontade.
É importante termos em mente que as condições climáticas extremas, como a seca deste ano, deverão  ser cada vez mais frequentes – e suas consequências, cada vez mais devastadoras sobre o Brasil e todo o planeta.
Só para se ter uma ideia, vamos precisar de três anos consecutivos de um bom volume de chuva para recuperarmos o nível atual dos lençóis freáticos em Minas Gerais, estado que é considerado a caixa-d’água do país.
Outro exemplo? Para que represas como Furnas e Três Marias voltem aos níveis considerados normais, seriam precisos cinco anos consecutivos de generosos períodos de chuva. É muito tempo. E não há nenhuma garantia de que teremos esses volumes este ano, ou no próximo, ou nos seguintes.
É neste cenário que as experiências e tecnologias já implantadas no campo podem atuar como importantes referências para políticas públicas de conservação das águas. As palavras-chave agora são estas: planejamento econservação. Temos competência e tecnologia para isso. E, principalmente, temos a vocação para o diálogo.

Compartilhe isso:

  • Clique para compartilhar no Twitter(abre em nova janela)
  • Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela)

Relacionado

You Might Also Like

DIA DO AGRICULTOR: UMA DATA QUE MERECE SER COMEMORADA

Presidente da FAEMG recebe placa de reconhecimento

Sistema FAEMG participa de roda de conversa em Caxambu

DIA DO TRABALHADOR RURAL

SINDICATO RURAL DE CAXAMBU PRESENTE NO PROJETO REDESCOBRIR DA FAEMG

É falso que chapéu esteja proibido no campo, esclarece Faemg Senar
3 de fevereiro de 2026
Cursos de solda e reforçam qualificação profissional em Caxambu
31 de janeiro de 2026
Balanço de atividades: Sindicato Rural de Caxambu amplia cursos, fortalece a assistência técnica e projeta novos desafios para 2026
19 de janeiro de 2026
Segurança no Campo: Polícia Militar e Emater divulgam alerta de prevenção aos produtores rurais
19 de dezembro de 2025
Curso de salgados, doces e bolos festivos – Oportunidade para empreender
19 de dezembro de 2025
Antônio de Salvo assume como 2º vice-presidente da CNA
11 de dezembro de 2025
Interesse por cafés especiais impulsiona treinamento de baristas
10 de dezembro de 2025
Dia de Campo reúne especialistas e produtores para debater avanços na bovinocultura de corte
30 de novembro de 2025
DA SERRAGEM AO BRILHO DAS GRANDES FEIRAS: QUANDO O ARTESANATO ABRE CAMINHOS
30 de novembro de 2025
Sindicato Rural de Caxambu e Senar promovem curso sobre Animais Peçonhentos e Venenosos
29 de novembro de 2025
© Sindicato Rural de Caxambu
Welcome Back!

Sign in to your account

Lost your password?