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Notícias e Imprensa

Falta de planejamento e o alto custo na mesa do consumidor

Imprensa Sindicato Rural de Caxambu
Última atualização: 4 de abril de 2025 12:45 pm
Imprensa Sindicato Rural de Caxambu Publicado em 4 de abril de 2025
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*Por Antônio Pitangui de Salvo, engenheiro agrônomo e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais 

 

Desde a redemocratização, o Brasil enfrenta desafios persistentes na condução de sua política econômica. Problemas logísticos, de energia e estruturais continuam afetando a população, sem que soluções eficazes tenham sido implementadas. Mesmo após 40 anos, a falta de planejamento de longo prazo ainda compromete o desenvolvimento do país.

Hoje, mais uma vez, sentimos os efeitos colaterais desse cenário. Apesar de sermos o maior produtor mundial de alimentos e garantirmos segurança alimentar a mais de um bilhão de pessoas, os preços nas gôndolas dos supermercados seguem elevados para os consumidores brasileiros. Mas por quê?

A alta dos preços se deve a diversos fatores. No momento, estamos colhendo a primeira safra de grãos, o que significa a redução da oferta de milho e soja, que são cereais básicos para compor a alimentação de aves, suínos e bovinos. A disponibilidade desses farelos está mais baixa e, consequentemente, os preços estão mais altos. Além disso, eventos climáticos afetaram a safra de café, enquanto a gripe aviária nos Estados Unidos e o aumento no consumo interno pressionaram o preço dos ovos — dois produtos essenciais na dieta da população. No entanto, é um equívoco afirmar que os alimentos são os grandes vilões da inflação.

Um dos problemas está no chamado “Custo Brasil”. A precariedade logística e a falta de uma gestão econômica clara e eficiente agravam este cenário. Uma taxa Selic alta dificulta a produção. Isso desvaloriza o real, encarece os alimentos e compromete toda a cadeia produtiva, afetando diretamente o consumidor final.

Alimentos caros não beneficiam ninguém. Inflação alta significa um país sem crescimento e com menor poder de compra para a população. Para reverter esse quadro, é essencial investir em infraestrutura — rodovias, ferrovias, portos e energia renovável. O Brasil precisa superar a condição de economia emergente e consolidar-se como a potência que ele naturalmente tem vocação para ser.

A população também desempenha um papel crucial nesse processo: é preciso eleger líderes comprometidos com planejamento estratégico e crescimento sustentável. Se não mudarmos o cenário agora, ao menos devemos garantir que as próximas gerações vivam em um país próspero e estruturado.

O Sistema Faemg Senar seguirá firme na defesa e no apoio aos produtores rurais mineiros e brasileiros, que são parte da solução, e não do problema. Levamos qualificação e investimentos em inovação, para que esses homens e mulheres possam continuar produzindo e garantindo a segurança alimentar, sabendo que o campo é a base do desenvolvimento e o agro tem significativa contribuição para o PIB nacional.

Fonte: Faemg

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