O agronegócio de Minas Gerais movimentou US$ 10,5 bilhões em exportações entre janeiro e julho de 2026, com o embarque de 10,3 milhões de toneladas de produtos para o mercado internacional. O setor respondeu por 41% de todas as exportações do estado no período, que somaram US$ 25,61 bilhões, reforçando a importância do campo para a economia mineira.
O volume exportado pelo agronegócio praticamente se manteve estável em relação aos primeiros sete meses de 2025, com uma pequena alta de 0,1%. Entre os principais destaques estão o complexo soja e as carnes, que apresentaram crescimento nas vendas externas e ajudaram a sustentar o desempenho do setor.
O complexo soja movimentou US$ 2,54 bilhões, crescimento de 13,3% na receita, enquanto o volume embarcado aumentou 5,4%, chegando a 5,91 milhões de toneladas. A soja em grãos respondeu pela maior parte desse resultado, com US$ 2,45 bilhões em exportações, alta de 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.
Também houve avanço nas exportações de farelo e óleo de soja. O farelo gerou US$ 79,8 milhões, alta de 8%, enquanto o óleo alcançou US$ 16,4 milhões, crescimento de 21,9%. O desempenho foi favorecido pela demanda internacional e pela valorização da soja, cujo preço médio por tonelada passou de aproximadamente US$ 400 para US$ 430.
O mercado de carnes também contribuiu positivamente para os resultados. As exportações do setor alcançaram US$ 1,09 bilhão, crescimento de 8% em receita, com 286 mil toneladas embarcadas.
A carne bovina liderou as vendas do grupo, com US$ 778,2 milhões, alta de 5,5%. Mesmo com redução de 8,9% no volume exportado, o preço médio da tonelada aumentou 15,7%. Já a carne de frango teve crescimento tanto em receita quanto em volume, alcançando US$ 248 milhões e 119,3 mil toneladas. A carne suína também se destacou, com faturamento de US$ 53,7 milhões, alta de 18,9%, acompanhada de aumento de 30,6% no volume embarcado.
O café continua sendo o principal produto do agronegócio mineiro no comércio exterior. Entre janeiro e julho, foram US$ 5,08 bilhões em exportações, o equivalente a 48,4% de toda a receita gerada pelo setor. Minas Gerais mantém, assim, a liderança nacional nas exportações de café.
O desempenho do café, porém, foi afetado pela menor disponibilidade do produto para embarque. O volume exportado caiu 19,6%, para 12,4 milhões de sacas de 60 quilos, enquanto a receita recuou 18,4%. Mesmo diante desse cenário, o preço médio do café mineiro teve alta de 1,5%. A expectativa é que uma safra maior em 2026 aumente gradualmente a oferta disponível para exportação no segundo semestre.
No resultado geral, a receita das exportações do agronegócio mineiro ficou 8,5% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. A retração ocorreu principalmente pela redução dos embarques de café e pela queda de 8,6% no preço médio geral dos produtos exportados.
Outro ponto de atenção foi o complexo sucroalcooleiro, que movimentou US$ 746,5 milhões, com redução nas vendas externas de açúcar e álcool. Apesar disso, Minas Gerais segue entre os principais estados brasileiros nas exportações do setor.
Os números mostram que, mesmo diante de um cenário internacional menos favorável para alguns produtos, o agronegócio mineiro mantém participação expressiva no comércio exterior e conta com setores importantes em trajetória de crescimento, especialmente soja e carnes.

