{"id":915,"date":"2013-05-13T13:55:00","date_gmt":"2013-05-13T16:55:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2013\/05\/13\/preco-do-feijao-esta-altamente-lucrativo"},"modified":"2013-05-13T13:55:00","modified_gmt":"2013-05-13T16:55:00","slug":"preco-do-feijao-esta-altamente-lucrativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/preco-do-feijao-esta-altamente-lucrativo\/","title":{"rendered":"Pre\u00e7o do feij\u00e3o est\u00e1 altamente lucrativo"},"content":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o da safra de feij\u00e3o em Minas Gerais est\u00e1 contribuindo para a sustenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos aos produtores a n\u00edveis altamente lucrativos. A saca de 60 quilos do produto, que h\u00e1 dois anos era negociada em torno de R$ 80, hoje \u00e9 disponibilizada para o mercado a R$ 250. Os pre\u00e7os mais altos devem ser mantidos ao longo de 2013, uma vez que as pr\u00f3ximas safras devem render volumes reduzidos do gr\u00e3o.<br \/>De acordo com o coordenador t\u00e9cnico estadual de culturas da Emater (Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais), Wilson Jos\u00e9 Rosa, a queda na produ\u00e7\u00e3o se deve aos pre\u00e7os baixos praticados em anos anteriores, o que incentivou a migra\u00e7\u00e3o para culturas com maior rendimento, como a soja e o milho.<br \/>&#8220;Em 2011, os produtores acumularam preju\u00edzos significativos, por isso reduziram a produ\u00e7\u00e3o. J\u00e1 ao longo de 2012 houve uma recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, mas que n\u00e3o foi suficiente para incentivar o retorno para a cultura. Al\u00e9m disso, os pre\u00e7os do milho e da soja se tornaram mais atrativos e parte dos produtores optou pelas culturas frente a do feij\u00e3o&#8221;, disse Jos\u00e9 Rosa.<br \/>De acordo com dados da Emater-MG, no in\u00edcio de maio a saca de 60 quilos foi negociada em torno de R$ 250, valor que sofreu redu\u00e7\u00f5es quando comparado com abril, quando o volume era negociado a R$ 280. A queda, de 10,7%, se deve ao in\u00edcio da colheita da segunda safra de feij\u00e3o em Minas Gerais e no Paran\u00e1.<br \/>&#8220;A queda observada j\u00e1 era esperada e foi causada pelo aumento da oferta, mas a expectativa \u00e9 de que os pre\u00e7os devem ficar estabilizados nos patamares atuais, uma vez que a produ\u00e7\u00e3o da segunda safra n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para recompor os estoques das ind\u00fastrias&#8221;, disse Jos\u00e9 Rosa.<br \/>Para se ter uma ideia da evolu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos pelo feij\u00e3o, segundo dados da Emater-MG, em maio de 2011, os pre\u00e7os na regi\u00e3o do Alto Parana\u00edba, variavam entre R$ 70 a R$ 75, enquanto na demais regi\u00f5es do Estado a saca de 60 quilos era negociada em torno de R$ 93. J\u00e1 em maio 2012 os pre\u00e7os variavam entre R$ 200 e R$ 245 por saco de 60 quilos.<br \/>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, de acordo com o \u00faltimo levantamento da safra de gr\u00e3os 2012\/13 elaborado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Minas Gerais produziu na primeira safra cerca de 152,7 mil toneladas, queda de 30,2% quando comparado aos resultados da safra anterior. A produtividade tamb\u00e9m ficou menor, 32,9%, com rendimento m\u00e9dio de 818 quilos por hectare.<br \/>De acordo com a Conab, a \u00e1rea da 1\u00aa safra de feij\u00e3o apresentou alta de 2,8% em rela\u00e7\u00e3o ao utilizado no ano anterior, com 186,7 mil hectares destinados ao cultivo. As \u00e1reas da 2\u00aa safra devem apresentar redu\u00e7\u00e3o de 10,9%, alcan\u00e7ando 141,1 mil hectares. A produ\u00e7\u00e3o para o per\u00edodo est\u00e1 estimada em 1,95 mil toneladas, queda de 15%. A produtividade gira em torno de 1,38 toneladas por hectare, queda de 4,6%.<br \/>Os efeitos clim\u00e1ticos, como a falta de chuvas na \u00e9poca do plantio e o excesso que coincidiu com a \u00e9poca da colheita, provocaram redu\u00e7\u00f5es na produtividade do feij\u00e3o. Outro fator que ir\u00e1 repercutir na produtividade da lavoura de feij\u00e3o durante a 2\u00aa safra, e na decis\u00e3o de plantar ou n\u00e3o a 3\u00aa terceira safra, \u00e9 a incid\u00eancia em quase todas as regi\u00f5es produtoras da leguminosa do pa\u00eds da praga da mosca branca, que provoca grandes perdas na produtividade e qualidade final do gr\u00e3o.<br \/>De acordo com Jos\u00e9 Rosa, devido ao cen\u00e1rio positivo em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os, a tend\u00eancia \u00e9 que os produtores invistam na cultura na primeira safra 2013\/14. &#8220;Ao que tudo indica os pre\u00e7os do feij\u00e3o continuaram em alta, o que deve incentivar o aumento da \u00e1rea cultivada e da produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 na primeira safra&#8221;, disse.<\/p>\n<p>Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/p>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A redu\u00e7\u00e3o da safra de feij\u00e3o em Minas Gerais est\u00e1 contribuindo para a sustenta\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos aos produtores a n\u00edveis altamente lucrativos. 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