{"id":799,"date":"2013-11-01T06:00:00","date_gmt":"2013-11-01T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2013\/11\/01\/grande-demais-para-quebrar"},"modified":"2013-11-01T06:00:00","modified_gmt":"2013-11-01T09:00:00","slug":"grande-demais-para-quebrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/grande-demais-para-quebrar\/","title":{"rendered":"Grande demais para quebrar"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family:arial, verdana;font-size:small;text-align:center;\"><i>Em Minas, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 envolve cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas &#8211; mais do que toda a popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte<\/i><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;font-size:small;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">por: Roberto Sim\u00f5es<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><a href=\"http:\/\/www.revistacafeicultura.com.br\/index.php?tipo=ler&amp;mat=51406#\" rel=\"nofollow\" style=\"border-bottom-style:dotted;border-bottom-width:1px;color:#006600;\">Presidente<\/a>\u00a0do Sistema Faemg (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais)<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">A crise econ\u00f4mica mundial que eclodiu em 2008 consagrou uma frase, criada nos\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistacafeicultura.com.br\/index.php?tipo=ler&amp;mat=51406#\" rel=\"nofollow\" style=\"border-bottom-style:dotted;border-bottom-width:1px;color:#006600;\">Estados<\/a>\u00a0Unidos, que tem uma sabedoria irrefut\u00e1vel: &#8220;Grande demais para quebrar&#8221;. Na pr\u00e1tica, ela significa que, dentro da cadeia econ\u00f4mica de um pa\u00eds ou regi\u00e3o, existem setores que, se quebrassem, arrastariam para o abismo milhares de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistacafeicultura.com.br\/index.php?tipo=ler&amp;mat=51406#\" rel=\"nofollow\" style=\"border-bottom-style:dotted;border-bottom-width:1px;color:#006600;\">empresas<\/a>, acabariam com milh\u00f5es de empregos e contaminariam outras atividades produtivas. O resultado seria recess\u00e3o e caos. Por isso, s\u00e3o &#8220;grandes demais para quebrar&#8221; \u2013 ou seja, n\u00e3o podem quebrar.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">Cientes disso, o governo americano e de v\u00e1rios pa\u00edses da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.revistacafeicultura.com.br\/index.php?tipo=ler&amp;mat=51406#\" rel=\"nofollow\" style=\"border-bottom-style:dotted;border-bottom-width:1px;color:#006600;\">Europa<\/a>blindaram, com fluxo de cr\u00e9dito regular e juros baixos, setores inteiros da economia, principalmente os ligados a grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras. Tamb\u00e9m no Brasil, o governo<br \/>agiu: cortou impostos de segmentos como o automotivo e linha branca e estimulou o consumo interno. A crise arrefeceu e o mundo percebeu que a frase estava certa. T\u00e3o certa que chegou a hora de ser aplicada a um dos mais importantes setores do agroneg\u00f3cio do pa\u00eds: o caf\u00e9.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que o setor cafeeiro do Brasil e do estado vive uma das mais graves crises de sua hist\u00f3ria recente. Falta cr\u00e9dito, sobram d\u00edvidas, os estoques est\u00e3o altos e os pre\u00e7os permanecem baixos. O pre\u00e7o da saca de 60kg, que j\u00e1 chegou a R$ 530, est\u00e1 hoje na faixa de R$ 240 \u2013 o que n\u00e3o cobre sequer o custo de produ\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 exagero dizer que o setor est\u00e1 \u00e0 beira do colapso.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">Como tamb\u00e9m n\u00e3o seria exagero dizer que, se tal colapso ocorresse, n\u00e3o seria bom para ningu\u00e9m. Basta olhar os n\u00fameros. O estado \u00e9 respons\u00e1vel por 51,4% da safra nacional de caf\u00e9. A safra mineira de 2013, de 25 milh\u00f5es de sacas, se estende por mais de 600 munic\u00edpios. Em 2012, as exporta\u00e7\u00f5es mineiras de caf\u00e9 somaram US$ 3,8 bilh\u00f5es, contribuindo para o saldo positivo da balan\u00e7a comercial brasileira.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">No estado, a cadeia de produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 envolve, direta e indiretamente, cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas \u2013 mais do que toda a popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte. Se o setor parasse, colocaria um ponto final no longo per\u00edodo de pleno emprego que, segundo dados do governo federal, o pa\u00eds vive hoje.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">O governo de Minas est\u00e1 ciente da gravidade da crise e tem sido um aliado precioso para os produtores. Em abril, o governador Antonio Anastasia j\u00e1 havia solicitado ao governo federal o estabelecimento de pre\u00e7o m\u00ednimo para a saca. No fim de outubro, o governador voltou a apresentar \u00e0 presidente Dilma Rousseff, em Belo Horizonte, uma nova pauta de reivindica\u00e7\u00f5es, classificando a situa\u00e7\u00e3o como &#8220;dram\u00e1tica&#8221;.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">O quadro \u00e9, de fato, dram\u00e1tico. As poucas medidas efetivamente liberadas at\u00e9 agora pelo governo federal s\u00f3 surtir\u00e3o efeito em mar\u00e7o de 2014. At\u00e9 l\u00e1, \u00e9 prov\u00e1vel que muitos produtores j\u00e1 tenham encerrado suas atividades. Para evitar isso, o que precisamos agora \u00e9 da interrup\u00e7\u00e3o imediata de todos os vencimentos das d\u00edvidas por um prazo de 90 dias e o lan\u00e7amento de um programa para gera\u00e7\u00e3o de renda para os produtores em curt\u00edssimo prazo. S\u00e3o medidas de sobreviv\u00eancia, que permitir\u00e3o aos cafeicultores respirar e ter tranquilidade para buscar solu\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis para o setor \u2013 nossa meta principal.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\">A presidente Dilma Rousseff j\u00e1 demonstrou sensibilidade para auxiliar setores da economia \u2013 principalmente ligados \u00e0 ind\u00fastria e varejo \u2013 que enfrentavam dificuldades provocadas por turbul\u00eancias externas. Acreditamos, portanto, que ela ter\u00e1 agora a mesma sensibilidade em rela\u00e7\u00e3o ao setor cafeeiro. Presidente, acredite: o setor do caf\u00e9, no Brasil, \u00e9 grande demais para quebrar. As consequ\u00eancias do agravamento da crise seriam dram\u00e1ticas para o pa\u00eds. O governo federal tem recursos suficientes para evitar o colapso.<\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"font-family:arial, verdana;text-align:justify;\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Minas, a produ\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 envolve cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas &#8211; mais do que toda a popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana de Belo Horizonte por: Roberto Sim\u00f5es Presidente\u00a0do Sistema Faemg (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais) A crise econ\u00f4mica mundial que eclodiu em 2008 consagrou uma frase, criada nos\u00a0Estados\u00a0Unidos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","sharing_disabled":false,"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-799","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-sem-categoria"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8DxRv-cT","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=799"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/799\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=799"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=799"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=799"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}