{"id":699,"date":"2014-04-09T07:00:00","date_gmt":"2014-04-09T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2014\/04\/09\/sustentabilidade-agricola"},"modified":"2014-04-09T07:00:00","modified_gmt":"2014-04-09T10:00:00","slug":"sustentabilidade-agricola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/sustentabilidade-agricola\/","title":{"rendered":"Sustentabilidade agr\u00edcola"},"content":{"rendered":"<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;margin:0 0 .0001pt;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">H\u00e1 quatro d\u00e9cadas, sustentabilidade era uma palavra desconhecida dos brasileiros. O pa\u00eds precisava crescer economicamente em todos os setores. Neg\u00f3cios e quest\u00f5es ambientalmente sustent\u00e1veis n\u00e3o estavam na pauta governamental, nem da sociedade, nem dos agentes produtivos.<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Mas em 40 anos tudo muda. Ideias chegam e v\u00e3o, novos conceitos aparecem. Nesse per\u00edodo, o conceito de sustentabilidade ganhou for\u00e7a global. Deixou o status de modismo e marketing empresarial e tornou-se uma quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia para o planeta. A sustentabilidade veio para ficar. \u00c9 uma bandeira leg\u00edtima e vital para a humanidade. Ela n\u00e3o tem um \u00fanico dono, tem v\u00e1rios: n\u00f3s, todos n\u00f3s que, de alguma forma, nos preocupamos com o futuro da M\u00e3e Terra.<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Em Minas Gerais, uma das principais m\u00e3os que sustentam essa bandeira \u00e9 exatamente o setor agropecu\u00e1rio. O motivo \u00e9 simples: para ser economicamente vi\u00e1vel, um empreendimento rural precisa ser sustent\u00e1vel. Caso contr\u00e1rio, perecer\u00e1. A equa\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: sem meio ambiente, n\u00e3o h\u00e1 agropecu\u00e1ria. Por isso, arrisco-me a dizer que a agropecu\u00e1ria \u00e9, hoje, o principal pilar da sustentabilidade no estado. \u00c9 verdade que, no passado, a necessidade de expandir as fronteiras agr\u00edcolas \u2013 o mundo, afinal, precisa de alimentos \u2013 alterou a vegeta\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias regi\u00f5es. Mas isso \u00e9 um modelo esgotado. Demos um passo gigantesco \u00e0 frente.\u00a0<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">As entidades ligadas ao setor rural em Minas, como a pr\u00f3pria FAEMG, t\u00eam trabalhado duro para levar ao campo tecnologias que aumentem a produtividade sem comprometer o meio ambiente \u2013 e sem precisar de novas fronteiras. Temos conseguido exemplos extraordin\u00e1rios. N\u00e3o nos limitamos a bater no peito e dizer \u201csomos sustent\u00e1veis\u201d, mostramos resultados.<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">O caso mais emblem\u00e1tico vem da pecu\u00e1ria leiteira: com o programa Balde Cheio, criado pela Embrapa e implantado em Minas pela FAEMG, a produtividade no setor deu um salto sem precisar de nenhum hectare (ha) a mais. Pelo contr\u00e1rio. Em Buritis, um produtor reduziu sua \u00e1rea de 60 ha para 10 ha, ao mesmo tempo em que a produ\u00e7\u00e3o pulou de 134 litros de leite\/dia para 509. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que Minas \u00e9 o maior produtor nacional de leite, respondendo por cerca de 30% da produ\u00e7\u00e3o. No caso do milho, temos potencial e tecnologia para aumentar a produtividade de 5 mil kg\/ha para 12 mil. Estamos fortalecendo programas de extens\u00e3o rural para tornar esse arsenal tecnol\u00f3gico acess\u00edvel a todos os produtores rurais.<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Afirmo que, na quest\u00e3o da sustentabilidade, o campo est\u00e1 \u00e0 frente de muitos outros setores da economia. A expans\u00e3o desenfreada de cidades e condom\u00ednios \u00e9, hoje, muito mais nociva ao meio ambiente e \u00e0 vegeta\u00e7\u00e3o nativa do que qualquer atividade agr\u00edcola. Mas, curiosamente, as mesmas vozes ambientalistas, que tanto combatem e demonizam a agropecu\u00e1ria, est\u00e3o caladas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es urbanas. Desconhecemos os motivos do sil\u00eancio. O que posso garantir \u00e9 que estamos fazendo nossa parte. Prova disso \u00e9 que, segundo dados do IEF (Instituto Estadual de Florestas), Minas mant\u00e9m cerca de 34% de seu territ\u00f3rio com cobertura vegetal nativa.<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Como disse o engenheiro agr\u00f4nomo Francisco Graziano em recente palestra na Faemg, j\u00e1 \u00e9 hora de mostrar que o produtor rural assumiu, de vez, a quest\u00e3o da sustentabilidade. Ele est\u00e1 certo. Sabemos, e n\u00e3o fugimos, da nossa tripla responsabilidade: manter um modelo de produ\u00e7\u00e3o economicamente vi\u00e1vel, dentro de um processo socialmente justo, e preservar o meio ambiente para assegurar a sobreviv\u00eancia do neg\u00f3cio e das futuras gera\u00e7\u00f5es. Os resultados est\u00e3o a\u00ed. Definitivamente, em Minas, a bandeira da sustentabilidade \u00e9 nossa.<\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;margin:0 0 .0001pt;\"><i><span style=\"color:#444444;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:9pt;\">* Publicado no jornal Estado de Minas &#8211; 8\/4\/2014<u><\/u><u><\/u><\/span><\/i><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;margin:0 0 .0001pt;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Roberto Sim\u00f5es<u><\/u><u><\/u><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background-color:white;color:#222222;font-family:Calibri, sans-serif;font-size:11pt;line-height:13.5pt;margin:0 0 .0001pt;text-align:justify;\"><span style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, sans-serif;font-size:10.5pt;\">Presidente do SISTEMA FAEMG<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 quatro d\u00e9cadas, sustentabilidade era uma palavra desconhecida dos brasileiros. 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