{"id":661,"date":"2014-06-23T07:00:00","date_gmt":"2014-06-23T10:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2014\/06\/23\/leite-melhorar-para-exportar"},"modified":"2014-06-23T07:00:00","modified_gmt":"2014-06-23T10:00:00","slug":"leite-melhorar-para-exportar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/leite-melhorar-para-exportar\/","title":{"rendered":"LEITE: melhorar para exportar"},"content":{"rendered":"<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O diretor da FAEMG e presidente das comiss\u00f5es de pecu\u00e1ria leiteira da entidade e da CNA, Rodrigo Alvim, destaca que um dos principais desafios da pecu\u00e1ria de leite nacional para conquistar o mercado externo \u00e9 garantir um alto padr\u00e3o sanit\u00e1rio dos animais, principalmente no que se refere ao controle da brucelose e da tuberculose.<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Qual a sua avalia\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria leiteira nacional?<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">N\u00f3s temos voca\u00e7\u00e3o para produzir leite. Temos um grande rebanho e animais produtivos. O pa\u00eds tem milhares de produtores que sabem produzir. Temos tamb\u00e9m entidades como a CNA e a FAEMG empenhadas em melhorar a competitividade do setor, criando e oferecendo ferramentas de gest\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica com foco inclusive na qualidade. As iniciativas v\u00e3o desde a forma\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos para assistir aos produtores at\u00e9 a capacita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio pecuarista.<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Ainda n\u00e3o conseguimos exportar. O que falta?<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Investir na sanidade do rebanho. Estamos melhorando a qualidade no que se refere \u00e0 contagem de c\u00e9lulas som\u00e1ticas e de bact\u00e9rias e aos n\u00edveis de gordura e de prote\u00edna. Controlamos bem doen\u00e7as como a febre aftosa. Mas ainda patinamos no controle da brucelose e da tuberculose. Entrar no mercado internacional n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil e com a preval\u00eancia dessas doen\u00e7as ser\u00e1 imposs\u00edvel. A R\u00fassia, que \u00e9 o segundo maior importador global de leite, j\u00e1 declarou textualmente que n\u00e3o importa do Brasil porque n\u00e3o temos o dom\u00ednio dessas duas zoonoses. Ent\u00e3o n\u00e3o adianta produzirmos leite mais barato e com qualidade se n\u00e3o tivermos um perfeito controle sanit\u00e1rio dos rebanhos.<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Mas temos um Programa Nacional de Controle e Erradica\u00e7\u00e3o de Brucelose e Tuberculose \u2013 o<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>PNCEBT&#8230;<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Temos, mas ainda n\u00e3o alcan\u00e7ou o formato ideal. Prova disso \u00e9 que ele existe h\u00e1 mais de 10 anos e, em Minas, apenas 17 fazendas s\u00e3o certificadas como livres dessas zoonoses e outras 49 est\u00e3o em processo de certifica\u00e7\u00e3o. Para come\u00e7ar, o programa \u00e9 de ades\u00e3o volunt\u00e1ria. Mas o principal entrave \u00e9 n\u00e3o dividir o \u00f4nus da erradica\u00e7\u00e3o e controle com a ind\u00fastria e o governo. Quando se constata que um animal est\u00e1 infectado com uma dessas doen\u00e7as, ele deve ser sacrificado e o preju\u00edzo \u00e9 do produtor. A indeniza\u00e7\u00e3o prevista em lei pelo abate equivale a um quarto do valor do animal. Isso desestimula o controle.<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>O que pode ser feito para modificar essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Precisamos de um programa que desenvolva a pecu\u00e1ria nacional. Uma pol\u00edtica de ganha-ganha. As experi\u00eancias bem-sucedidas no controle da brucelose e da tuberculose s\u00e3o as que oferecem indeniza\u00e7\u00f5es mais justas pelo abate dos animais contaminados. Um bom exemplo \u00e9 o programa Arroio do Meio, no Rio Grande do Sul, onde o governo, ind\u00fastrias e produtores constitu\u00edram um fundo p\u00fablico-privado. O produtor entra com um percentual m\u00ednimo da venda do leite, mas quando necessita abater um animal por ser soropositivo \u00e9 indenizado. Naturalmente, na maioria das vezes, n\u00e3o \u00e9 indenizado pelo valor real do animal, mas por um valor m\u00e9dio estipulado. Isso tem incentivado a ades\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel fazer acontecer, mas tem de haver uma situa\u00e7\u00e3o em que o produtor n\u00e3o pague sozinho, a conta.<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">* A mat\u00e9ria foi publicada na edi\u00e7\u00e3o 4 da revista FAEMG|SENAR.\u00a0<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O diretor da FAEMG e presidente das comiss\u00f5es de pecu\u00e1ria leiteira da entidade e da CNA, Rodrigo Alvim, destaca que um dos principais desafios da pecu\u00e1ria de leite nacional para conquistar o mercado externo \u00e9 garantir um alto padr\u00e3o sanit\u00e1rio dos animais, principalmente no que se refere ao controle da brucelose e da tuberculose. \u00a0 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","sharing_disabled":false,"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-661","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-sem-categoria"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8DxRv-aF","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/661\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}