{"id":542,"date":"2015-01-12T06:00:00","date_gmt":"2015-01-12T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2015\/01\/12\/faemg-faz-balanco-do-agronegocio-e-aponta-perspectivas-para-2015"},"modified":"2015-01-12T06:00:00","modified_gmt":"2015-01-12T09:00:00","slug":"faemg-faz-balanco-do-agronegocio-e-aponta-perspectivas-para-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/faemg-faz-balanco-do-agronegocio-e-aponta-perspectivas-para-2015\/","title":{"rendered":"FAEMG faz balan\u00e7o do agroneg\u00f3cio e aponta perspectivas para 2015"},"content":{"rendered":"<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O agroneg\u00f3cio mineiro confirma-se como destaque na economia do estado, mesmo tendo enfrentado desafios inesperados. Na contram\u00e3o dos demais setores produtivos, seu PIB atingiu o valor recorde de R$ 159,265 bilh\u00f5es, incremento de 6,22% em rela\u00e7\u00e3o a 2013, de acordo com os dados oficiais mais recentes. O resultado elevou a participa\u00e7\u00e3o no PIB do agroneg\u00f3cio nacional, de 12,98%, em 2013, para 13,56%.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Na Balan\u00e7a Comercial tamb\u00e9m houve disparidade. O agro mais uma vez proporcionou o super\u00e1vit no resultado geral do estado. O crescimento foi de 23%, com o setor respondendo por 32,54% das vendas externas de Minas em novembro \u2013 crescimento de 19%, e diminuindo o volume de importa\u00e7\u00f5es em 53%.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Dentre as excepcionalidades a estiagem severa teve o impacto mais evidente, especialmente nas lavouras. A seca est\u00e1 expressa no VBP (Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o), que, at\u00e9 novembro, foi estimado em R$ 47,9 bilh\u00f5es. Ainda que t\u00edmido, o indicador cresceu 0,7% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O desempenho foi impulsionado pela pecu\u00e1ria, principalmente pela bovinocultura de corte e pela suinocultura. Os produtos das cria\u00e7\u00f5es de animais registraram VBP 3,7% maior, enquanto os cultivos decresceram 1,3%. Uma das exce\u00e7\u00f5es na agricultura foi o caf\u00e9, pois a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os este ano garantiu ao segmento aumento de 16,1% no VBP.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Seca<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A estiagem persistente, mesmo no per\u00edodo das \u00e1guas, p\u00f4s a agropecu\u00e1ria em alerta e comprometeu a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, de caf\u00e9, de cana-de-a\u00e7\u00facar e as pastagens. Tamb\u00e9m fez surgir conflitos pelo uso da \u00e1gua, devido \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da sua disponibilidade, o que influenciou negativamente a irriga\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u201cDesde o primeiro semestre, acompanhamos a influ\u00eancia do clima na agropecu\u00e1ria mineira. A situa\u00e7\u00e3o nos levou a buscar a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para atender ao produtor fragilizado pela seca, como a renegocia\u00e7\u00e3o de seus d\u00e9bitos com institui\u00e7\u00f5es financeiras, e manter-se no campo, com renda. Uma das conquistas foi a cria\u00e7\u00e3o de uma linha de cr\u00e9dito emergencial junto ao BDMG (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais) destinadas \u00e0s cooperativas de cr\u00e9dito, com juros subsidiados ao produtor\u201d, disse o presidente do Sistema\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, Roberto Sim\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Legisla\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">N\u00e3o bastasse a adversidade clim\u00e1tica, em 2014 os produtores tamb\u00e9m tiveram que lidar com o Cadastro Ambiental Rural. O prazo para a inscri\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria teve in\u00edcio em maio e, at\u00e9 o momento, tem se configurado uma tarefa \u00e1rdua devido \u00e0 exclus\u00e3o digital \u2013 realidade em grande parte das zonas rurais, pelas exig\u00eancias burocr\u00e1ticas e pelas falhas da plataforma de inscri\u00e7\u00e3o. O ano terminar\u00e1 com menos de 10% das propriedades mineiras cadastradas, concentrando o grosso das inscri\u00e7\u00f5es nos primeiros cinco meses de 2015.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Obst\u00e1culos estruturais<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Somam-se aos desafios at\u00edpicos, os tradicionais entraves \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, que, em 2014, n\u00e3o evolu\u00edram para solu\u00e7\u00f5es, ou o fizeram muito pouco. Vias de escoamento, frete, armazenamento, infraestrutura b\u00e1sica (acesso a energia el\u00e9trica e telefonia), escassez de m\u00e3o de obra, aumento da criminalidade, entre outras dificuldades, prejudicaram o setor este ano.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Contudo, o agroneg\u00f3cio apresentou aspectos bastante positivos, como a abertura de novos mercados e o incremento de rela\u00e7\u00f5es com clientes tradicionais. Tamb\u00e9m houve recupera\u00e7\u00e3o ou manuten\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de setores que amargaram crise nos anos anteriores, como suinocultura, pecu\u00e1rias de corte e de leite, algod\u00e3o e caf\u00e9. Nesse sentido, houve tamb\u00e9m um pouco de al\u00edvio para os produtores de cana, devido \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, mas, n\u00e3o o suficiente para arrefecer a crise que o setor sucroenerg\u00e9tico enfrenta desde 2008.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>2015 \u2013 Promessa de um bom ano, apesar de incertezas sobre desempenho econ\u00f4mico do pa\u00eds e resqu\u00edcios da seca<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u201cO setor enfrentou um per\u00edodo at\u00edpico, com v\u00e1rios desafios: seca prolongada, agravamento da crise no setor sucroenerg\u00e9tico, implanta\u00e7\u00e3o do Cadastro Ambiental Rural, instabilidades no mercado e nas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas devido \u00e0 disputa eleitoral \u2013 s\u00f3 para citar alguns. Ainda assim, conseguiu n\u00e3o s\u00f3 um desempenho geral positivo como tamb\u00e9m avan\u00e7os significativos, com aumento de demanda e expans\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es, principalmente na pecu\u00e1ria. A expectativa para 2015 \u00e9 de, pelo menos, manter este desempenho\u201d, sintetiza Roberto Sim\u00f5es, presidente da\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 de consolida\u00e7\u00e3o de alguns segmentos e recupera\u00e7\u00e3o de outros. Um dos desafios \u00e9 a expectativa de aumento nos custos de produ\u00e7\u00e3o. Alguns reajustes j\u00e1 est\u00e3o anunciados como energia el\u00e9trica, combust\u00edveis e sal\u00e1rios. Outros ainda s\u00e3o uma inc\u00f3gnita, como o c\u00e2mbio. A previs\u00e3o \u00e9 que o valor m\u00e9dio do d\u00f3lar no pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 de R$ 2,58 (Boletim Focus\/Banco Central). Por um lado, o c\u00e2mbio neste patamar cria mais oportunidade para a exporta\u00e7\u00e3o; por outro, contribui para o aumento do custo de produ\u00e7\u00e3o, principalmente de insumos importados (agroqu\u00edmicos, medicamentos, fertilizantes, maquin\u00e1rio).<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">De modo geral, independentemente da atividade agropecu\u00e1ria, os resultados de 2015 depender\u00e3o das a\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para fomentar a economia e da conjuntura externa. Tamb\u00e9m se espera que o governo d\u00ea aten\u00e7\u00e3o ao agroneg\u00f3cio, atendendo a demandas antigas, como pol\u00edticas de longo prazo. Da parte do produtor, as palavras-chave ser\u00e3o gest\u00e3o, produtividade, inova\u00e7\u00e3o, qualidade e sustentabilidade.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u201cO desempenho de cada produto est\u00e1 vinculado a uma s\u00e9rie de fatores, da crise mundial e as pol\u00edticas econ\u00f4micas aos fen\u00f4menos clim\u00e1ticos. De forma geral, esperamos outro ano igualmente bom, mas de muito mais estabilidade para a agricultura e a pecu\u00e1ria\u201d, resume Roberto Sim\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>PRINCIPAIS PRODUTOS DO AGRO MINEIRO<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>BALAN\u00c7O E PROJE\u00c7\u00d5ES<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Caf\u00e9\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Os \u00faltimos anos t\u00eam sido dif\u00edceis e, mesmo assim, em 2014, o faturamento do setor foi positivo. Era esperada safra alta no Brasil e em Minas Gerais, e, portanto, pre\u00e7os mais baixos, pois a crise de pre\u00e7os, principalmente em 2012, prejudicou os tratos da lavoura e desestimulou investimentos. E, ainda sob os efeitos de dois anos com cota\u00e7\u00f5es abaixo do custo de produ\u00e7\u00e3o, a cafeicultura enfrentou uma seca rigorosa, que comprometeu a quantidade e a qualidade da safra. O d\u00e9ficit h\u00eddrico nos cafezais resultou em perdas m\u00e9dias de 30% da produ\u00e7\u00e3o em Minas Gerais.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Ao longo do ano houve eleva\u00e7\u00f5es no pre\u00e7o da commodity, alimentadas por incertezas e especula\u00e7\u00f5es dos investidores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3xima safra, o que minimizou perdas econ\u00f4micas de alguns produtores (a depender do n\u00edvel de tecnologia empregada). O pre\u00e7o m\u00e9dio pago aos cafeicultores mineiros foi de R$ 408,00 pela saca de 60 kg, 32,1% mais que em 2013.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Al\u00e9m disso, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real favoreceu as exporta\u00e7\u00f5es, acumulando, at\u00e9 o momento, um volume de 30 milh\u00f5es de sacas exportadas, sendo 3 milh\u00f5es de caf\u00e9 robusta (+145%) e 27 milh\u00f5es de sacas de ar\u00e1bica (+11,3%), em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. Em geral, estimava-se colher 46,5 milh\u00f5es de sacas na safra 13\/14 no Brasil, sendo 26,6 milh\u00f5es em Minas Gerais. Mas, de acordo com os n\u00fameros da Conab a safra foi de 45,3 toneladas, sendo 22,6 toneladas em Minas, 7,7% e 18,1%, respectivamente, inferior ao produzido na safra anterior (2012\/13).<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Perspectivas para 2015<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Apesar de j\u00e1 estar ocorrendo chuvas volumosas nas principais regi\u00f5es produtoras de Minas Gerais, a colheita do pr\u00f3ximo ano ainda trar\u00e1 algum resqu\u00edcio da seca. Mas ainda \u00e9 cedo para quantificar este impacto.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Independentemente da crise dos anos anteriores e da seca deste ano, 2015 \u00e9 uma ano de ciclo baixo na cafeicultura. Al\u00e9m disso, os cafeicultores est\u00e3o descapitalizados \u2013 reflexo dos baixos pre\u00e7os especialmente de 2012. A estiagem tamb\u00e9m ter\u00e1 impacto na safra de 2016, pois a baixa umidade do solo coibiu a aduba\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O ponto positivo \u00e9 que o setor tem investido cada vez mais em qualidade e o estado est\u00e1 se consolidando como refer\u00eancia internacional do bom caf\u00e9. Prova disto, \u00e9 o volume de neg\u00f3cios gerados na edi\u00e7\u00e3o da Semana Internacional do Caf\u00e9 deste ano: R$ 85 milh\u00f5es. Portanto, 2015 ser\u00e1 um ano de recupera\u00e7\u00e3o para aqueles que t\u00eam investido em gest\u00e3o e na qualidade.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Leite<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Aumento da produ\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, custos menores, expans\u00e3o do parque industrial, queda das importa\u00e7\u00f5es e retomada das exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos. A conjuntura favoreceu a pecu\u00e1ria de leite, amenizando os preju\u00edzos causados pela seca.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Os produtores receberam 4,51% mais e gastaram 2,26% menos para produzir \u2013 consequ\u00eancia da queda dos pre\u00e7os de componentes da ra\u00e7\u00e3o, como milho e soja. A produ\u00e7\u00e3o cresceu 8,6% no primeiro semestre, chegando a 9 bilh\u00f5es de litros em Minas (um ter\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o nacional). Em janeiro, abril e julho, esse aumento foi absorvido no mercado externo, aproveitando as boas cota\u00e7\u00f5es devido a oferta menor que a demanda. O segmento tamb\u00e9m foi favorecido com menor concorr\u00eancia no mercado nacional e aumento no consumo interno. As importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram de US$ 478 milh\u00f5es, em 2013, para cerca de US$ 100 milh\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A entrada no Brasil da Lactalis, um dos maiores latic\u00ednios europeus e o maior da Fran\u00e7a, tamb\u00e9m movimentou o mercado de leite. A empresa tem comprado plantas industriais e j\u00e1 \u00e9 a segunda no ranking de capta\u00e7\u00e3o nacional, com 1,6 bilh\u00e3o de litros, atr\u00e1s apenas da Nestl\u00e9.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O segmento tamb\u00e9m evoluiu em qualidade, especialmente no quesito CBT (Contagem Bacteriana Total), cujo limite atual \u00e9 300 mil\/ml, e CCS (Contagem de C\u00e9lulas Som\u00e1ticas), com m\u00e1ximo de 500 mil\/ml.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Perspectivas para 2015<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Para o pr\u00f3ximo ano, \u00e9 esperada a recupera\u00e7\u00e3o dos principais players do mercado, como Argentina e Nova Zel\u00e2ndia. A expectativa \u00e9 de que o cen\u00e1rio internacional de intensa valoriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o se repita, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o haja redu\u00e7\u00e3o expressiva dos pre\u00e7os. Porem, o setor deve estar atento ao mercado externo, pois a conjuntura do pr\u00f3ximo ano pode abrir oportunidades para exportar. O c\u00e2mbio e os pre\u00e7os internacionais abrir\u00e3o ou fechar\u00e3o portas.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">De acordo com relat\u00f3rio do Rabobank, a expectativa \u00e9 de que os pre\u00e7os internacionais fiquem em torno de US$ 3 mil por tonelada. Se esta previs\u00e3o e a de c\u00e2mbio a R$ 2,58 se confirmarem, as vendas externas ser\u00e3o favorecidas. Isto ser\u00e1 bom, pois a perspectiva de que o PIB nacional cres\u00e7a 0,8%, em 2015, implica em desaquecimento da demanda interna. H\u00e1 ainda perspectiva de pre\u00e7os mais baixos e custo mais altos.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0Entretanto, al\u00e9m da conjuntura internacional, o retorno do Brasil como exportador de leite \u2013 melhor cen\u00e1rio para 2015 \u2013 depender\u00e1 da implanta\u00e7\u00e3o de programas de melhoria da qualidade e produtividade, conforme foi prometido. Quanto ao pre\u00e7o pago ao produtor, depender\u00e1 do crescimento da economia, demanda interna, cota\u00e7\u00f5es internacionais e c\u00e2mbio, somadas ao clima.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Gr\u00e3os\u00a0<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A estiagem foi o vil\u00e3o para o produtor mineiro. Comprometeu o enchimento dos gr\u00e3os no come\u00e7o da segunda safra. Ainda assim, investimentos em tecnologia (fertilizantes, calc\u00e1rio, agroqu\u00edmicos e maquin\u00e1rio agr\u00edcola) e em cultivares mais precoces, principalmente de soja, favoreceram a produ\u00e7\u00e3o mineira, garantindo ainda bom rendimento das lavouras.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Em Minas Gerais, a \u00e1rea plantada de gr\u00e3os foi de 3,2 milh\u00f5es de hectares, gerando 11,6 milh\u00f5es de toneladas. Destaque para as culturas do milho, com 6,9 de toneladas, e da soja, 3,3 milh\u00f5es de toneladas.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O c\u00e2mbio favor\u00e1vel para exporta\u00e7\u00e3o fez de 2014 um ano bom para o setor. Com pre\u00e7os melhores no mercado internacional, a soja conquistou mais espa\u00e7o, substituindo parte da \u00e1rea antes plantada com milho, que teve redu\u00e7\u00e3o de 5,5%.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Feij\u00e3o: a boa safra, principalmente em Una\u00ed \u2013 maior produtor de Minas e do Brasil \u2013 teve como consequ\u00eancia redu\u00e7\u00e3o brusca de pre\u00e7os: 51,6%. A queda na remunera\u00e7\u00e3o desaminou os produtores, que reduziram a \u00e1rea plantada em 11% na primeira safra do gr\u00e3o, que est\u00e1 sendo cultivada. A expectativa \u00e9 de menor oferta no pr\u00f3ximo ano.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Trigo: A falta de incentivos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional n\u00e3o permite boas perspectivas. Na ultima safra, os pre\u00e7os chegaram \u00e0 metade do que geralmente \u00e9 praticado em virtude da isen\u00e7\u00e3o do imposto de importa\u00e7\u00e3o concedida pelo governo. O trigo importado tornou-se mais vantajoso. A tend\u00eancia \u00e9 que continue assim.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Perspectivas para 2015<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">As proje\u00e7\u00f5es apontam para uma safra nacional 4,2% maior: 201,55 milh\u00f5es de toneladas. Para a soja a expectativa \u00e9 de safra recorde: 95,8 milh\u00f5es de toneladas. Soma-se a isso a supersafra de milho e soja nos EUA. Portanto, a tend\u00eancia \u00e9 que os pre\u00e7os sejam menores que os deste ano. Quanto ao milho, espera-se uma safra menor. Al\u00e9m de a cultura ser mais suscet\u00edvel ao clima, os pre\u00e7os praticados este ano desestimularam o plantio. A previs\u00e3o \u00e9 que a safra 2014\/15 seja de 78,7 milh\u00f5es de toneladas, 1,5% menos que a anterior. Para o feij\u00e3o a expectativa tamb\u00e9m \u00e9 de safra menor devido ao patamar baixo dos pre\u00e7os. O mesmo \u00e9 esperado para o trigo, que, devido \u00e0 pol\u00edtica nacional, n\u00e3o tem competitividade frente ao produto importado.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Carnes<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A pecu\u00e1ria foi o setor com melhor desempenho em 2014, contribuindo para os resultados positivos do PIB, Balan\u00e7a Comercial e VBP. Contou com custos de produ\u00e7\u00f5es mais baixos, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o nas cota\u00e7\u00f5es da soja e do milho, e demandas interna e externa aquecidas. A exce\u00e7\u00e3o foi a avicultura e a produ\u00e7\u00e3o de ovos.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Para 2015, o setor de prote\u00edna animal \u00e9 o que tem expectativas mais otimistas. A tend\u00eancia \u00e9 que o bom desempenho da suinocultura e bovinocultura de corte se repita. Ambos os segmentos sentem o reflexo do abate de matrizes em anos anteriores e t\u00eam oferta enxuta. Em contrapartida, t\u00eam demanda crescente tanto internamente quanto externamente. J\u00e1 a avicultura necessitar\u00e1 de ajustar a demanda para ter um ano melhor. Ou reduz-se a produ\u00e7\u00e3o ou investe-se no aumento do consumo interno e na conquista e amplia\u00e7\u00e3o de mercados externos. Os tr\u00eas segmentos continuar\u00e3o a contar com custos de alimenta\u00e7\u00e3o menores que os registrados at\u00e9 2013.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Avicultura<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2014 \u2013 Ao contr\u00e1rio da nacional, a avicultura mineira n\u00e3o apresentou bom desempenho. A produ\u00e7\u00e3o de carne de frango foi 11,7% menor (784 mil toneladas) e os pre\u00e7os tiveram queda de 8,5%, ficando o pre\u00e7o m\u00e9dio em R$ 2,51 por kg. Esse desempenho foi refletido na estimativa de VBP: -19,2%. As exporta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m ca\u00edram: -56% em volume e -60% em valor. Na pecu\u00e1ria, foi o segmento que mais sofreu com a seca, pois a onda de calor aumentou a taxa de mortalidade dos animais.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2015 \u2013 A produ\u00e7\u00e3o brasileira tem qualidade, sanidade e sustentabilidade para atender a forte demanda por prote\u00edna animal. Com os pre\u00e7os das carnes bovina e su\u00edna em alta e com demanda crescente no exterior, o frango ser\u00e1 uma excelente op\u00e7\u00e3o para os consumidores brasileiros. Internacionalmente, a demanda tende a manter as exporta\u00e7\u00f5es nacionais aquecidas, oportunidade para os avicultores mineiros investirem em marketing para aumentar vendas.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Ovos<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2014 \u2013 Minas manteve-se como terceiro maior produtor do pa\u00eds. Este ano, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 2,7%. Contudo, a renda foi menor. Os pre\u00e7os ca\u00edram 7,2%, tendo o pre\u00e7o m\u00e9dio da d\u00fazia ficado em R$ 2,37. Com isso, o VBP do segmento foi estimado em R$ 847,1 milh\u00f5es, 4,7% menor que o de 2013. Em contrapartida, as exporta\u00e7\u00f5es mineiras de ovos e seus derivados aumentaram 32,3% em receita e 26,6% em volume.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2015 \u2013 Para melhorar os resultados, os produtores ter\u00e3o que ajustar a oferta \u00e0 demanda. \u00c9 necess\u00e1rio planejar n\u00e3o s\u00f3 a produ\u00e7\u00e3o como a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o do consumo para pelo menos manter os pre\u00e7os. \u00c9 importante investir no mercado externo, pois est\u00e1 na hora do setor se organizar e galgar degraus mais altos, caso contr\u00e1rio o segmento continuar\u00e1 estagnado.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Suinocultura<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2014 \u2013 Os resultados mostram que o segmento come\u00e7a a retomar a normalidade ap\u00f3s a crise de 2012, quando custos de produ\u00e7\u00e3o elevados e pre\u00e7os baixos levaram produtores a abater matrizes para diminuir preju\u00edzos.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A produ\u00e7\u00e3o nacional cresceu (1,75%) e a produtividade aumentou por causa das demandas interna e externa. Em Minas, o VBP subiu 4,5%, chegando a R$ 2,08 bilh\u00f5es. Mas a produ\u00e7\u00e3o caiu 1,5%, com a demanda maior que a oferta. Mesmo assim, o estado manteve o quarto maior plantel do pa\u00eds, com 5,2 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. Para o mercado externo, Minas vendeu 13% menos carne su\u00edna que em 2013, mas os que exportaram faturaram 14% mais.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2015 \u2013 A expectativa \u00e9 que os pre\u00e7os continuem bons. A oferta tende a aumentar lentamente. No mercado interno, a carne su\u00edna continuar\u00e1 levando vantagem sobre a bovina por causa dos pre\u00e7os mais atraentes. Mas o segmento n\u00e3o poder\u00e1 relaxar. Deve continuar investindo em a\u00e7\u00f5es para promover o aumento do consumo e atento ao mercado externo. Isto porque a R\u00fassia, segundo maior comprador mundial de carne su\u00edna, \u00e9 um cliente inst\u00e1vel, famoso por habilitar e desabilitar frigor\u00edficos brasileiros de acordo com seus interesses.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Os russos t\u00eam comprado carne su\u00edna nacional desde agosto, devido ao embargo \u00e0 Uni\u00e3o Europeia e aos Estados Unidos como repres\u00e1lia \u00e0 sua interven\u00e7\u00e3o na crise da Ucr\u00e2nia. Contudo, n\u00e3o h\u00e1 garantias de que continuar\u00e1 importando o produto brasileiro caso as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas sejam normalizadas. Oportunidade mais concreta \u00e9 a retomada das vendas para a \u00c1frica do Sul. No entanto, a oportunidade implica ampliar vendas externas por meio do estreitamento de rela\u00e7\u00f5es com clientes antigos e do estabelecimento de novas rela\u00e7\u00f5es comerciais.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Bovinocultura de corte<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2014 \u2013 A pecu\u00e1ria de corte repetiu os resultados positivos. A produ\u00e7\u00e3o cresceu 2,7% e o pre\u00e7o m\u00e9dio da arroba 15%, chegando a R$ 113,64 por quilo. O valor da arroba est\u00e1 especialmente favor\u00e1vel, pois cobre os custos e est\u00e1 acima da infla\u00e7\u00e3o. Dois fatores em especial colaboraram para este cen\u00e1rio: aumento do consumo de carne e exporta\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A oferta seguiu aqu\u00e9m da demanda e tende a continuar apertada. O valor do gado de reposi\u00e7\u00e3o, bezerros (5,5 @) e boi magro (12 @), seguiu em alta: 41% e 33,9%, respectivamente, mais que em 2013, e deve continuar alto em 2015. Minas Gerais, com o segundo maior rebanho do pa\u00eds (23,4 milh\u00f5es de cabe\u00e7as), respondeu por 9,8% dos abates inspecionados. O desempenho est\u00e1 expresso no VBP: R$ 6,58 bilh\u00f5es, 18% maior que em 2013. As exporta\u00e7\u00f5es mantiveram o mesmo volume do ano anterior, mas renderam 7% mais. Alguns dos embargos impostos \u00e0 carne brasileira foram revertidos, com vendas retomadas para \u00c1frica do Sul, Azerbaij\u00e3o, Chile, China, Egito, Gab\u00e3o, Ir\u00e3, Iraque, Jord\u00e2nia e Peru. Outros ficaram para 2015: Ar\u00e1bia Saudita, Bahrein, Bielor\u00fassia, Catar, Jap\u00e3o, Kuwait e L\u00edbano.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">2015 \u2013 O segmento \u00e9 a grande esperan\u00e7a do agroneg\u00f3cio no pr\u00f3ximo ano. A aposta \u00e9 que o valor alcan\u00e7ar\u00e1 a cifra recorde de R$ 7,2 bilh\u00f5es, o que implicar\u00e1 aumento de 8% na produ\u00e7\u00e3o e de 10% da receita. Entretanto, o cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico \u00e9 incerto e pode interferir nesta conquista. Um desempenho p\u00edfio da economia restringir\u00e1 o consumo de carnes. A oferta ditar\u00e1 o comportamento do mercado, pois os animais de reposi\u00e7\u00e3o continuar\u00e3o com disponibilidade limitada.\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Cana-de-a\u00e7\u00facar<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A crise do setor sucroenerg\u00e9tico continuou em 2014. Apesar do aumento de \u00e1rea em 3,3% este ano, a produ\u00e7\u00e3o mineira foi menor do que a esperada, afetada principalmente pela seca. Al\u00e9m disto, houve diminui\u00e7\u00e3o da competitividade do a\u00e7\u00facar internacionalmente, que perdeu espa\u00e7o para a Tail\u00e2ndia e sofreu com a queda das cota\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O etanol tamb\u00e9m perdeu espa\u00e7o. Em Minas Gerais foram fechadas oito usinas, com perda de 80 mil postos de trabalho. Na safra 2013\/14, a produ\u00e7\u00e3o nacional foi de 653,5 milh\u00f5es de toneladas (61,1 em Minas Gerais), produzindo 37,7 milh\u00f5es de toneladas de a\u00e7\u00facar (3,4 em MG) e 27,5 bilh\u00f5es de litros de etanol (2,7 em MG).<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Perspectivas para 2015<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O setor se sente desestimulado. As usinas est\u00e3o descapitalizadas, os pre\u00e7os est\u00e3o baixos e o setor ainda aguarda que o governo federal mude a pol\u00edtica de combust\u00edveis, que continua minando a competitividade do biocombust\u00edvel. O estudo t\u00e9cnico, que analisou o aumento da mistura de etanol \u00e0 gasolina de 25% para 27,5%, foi favor\u00e1vel e a autoriza\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 uma das grandes expectativas para 2015. Em Minas, espera-se um efeito positivo da redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de ICMS do etanol de 19% para 14%.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar, safra 2014\/15, as perspectivas n\u00e3o s\u00e3o otimistas. Em virtude da seca, muitas usinas anteciparam a moagem. Apesar do aumento da \u00e1rea plantada em 2,7% (de 779,8 para 800,9 mil hectares), estima-se que, em Minas Gerais, a produ\u00e7\u00e3o seja reduzida para 59,5 milh\u00f5es de toneladas (2% menos que a da safra passada). A produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar no estado \u00e9 estimada em 3,3 milh\u00f5es de toneladas (-2,5%) e a de etanol, 2,7 bilh\u00f5es de litros (+1,5%). Para os produtores, \u00e9 necess\u00e1ria a ado\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas, como de garantia de pre\u00e7o m\u00ednimo, seguro rural e subven\u00e7\u00e3o em casos emergenciais.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio mineiro confirma-se como destaque na economia do estado, mesmo tendo enfrentado desafios inesperados. 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