{"id":53,"date":"2016-10-31T06:00:00","date_gmt":"2016-10-31T09:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2016\/10\/31\/setor-lacteo-deve-fechar-o-ano-estagnado"},"modified":"2024-05-12T19:45:31","modified_gmt":"2024-05-12T22:45:31","slug":"setor-lacteo-deve-fechar-o-ano-estagnado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/setor-lacteo-deve-fechar-o-ano-estagnado\/","title":{"rendered":"Setor l\u00e1cteo deve fechar o ano estagnado"},"content":{"rendered":"<div class=\"separator\" style=\"clear:both;text-align:center;\"><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/timthumb.jpg\" style=\"margin-left:1em;margin-right:1em;\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"149\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/timthumb.jpg?resize=320%2C149\" width=\"320\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>O setor l\u00e1cteo de Minas Gerais vai encerrar o ano estagnado. De acordo com o Sindicato das Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios do Estado de Minas Gerais (Silemg), 2016 foi um ano desafiador. At\u00e9 julho, o mercado foi marcado pela queda na produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de leite e pelos pre\u00e7os elevados do produto. Logo ap\u00f3s este per\u00edodo, os valores retra\u00edram significativamente, atingindo toda a cadeia. A instabilidade econ\u00f4mica e as oscila\u00e7\u00f5es t\u00eam impactado nas margens das ind\u00fastrias, o que, aliados ao aumento das importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos e ao acesso restrito ao cr\u00e9dito t\u00eam deixado os industriais cautelosos e, por isso, somente os investimentos necess\u00e1rios s\u00e3o feitos.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>De acordo com o presidente do Silemg (Sindicato das Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios do Estado de Minas Gerais), Jo\u00e3o L\u00facio Barreto Carneiro, as oscila\u00e7\u00f5es do mercado marcaram 2016.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cO ano foi marcado por oscila\u00e7\u00f5es acentuadas do mercado. A princ\u00edpio enfrentamos uma forte eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos produtores de leite e tamb\u00e9m de reajustes significativos das ind\u00fastrias para o varejo. Neste per\u00edodo, algumas empresas conseguiram acompanhar o movimento, mas tamb\u00e9m tivemos casos de quem n\u00e3o conseguiu repassar o aumento dos custos. Logo ap\u00f3s enfrentarmos um desabastecimento do mercado, estamos registrando queda muito acentuada dos pre\u00e7os dos produtos l\u00e1cteos afetando toda a cadeia, desde o produtor at\u00e9 a ind\u00fastria\u201d, explicou.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Segundo Barreto Carneiro, n\u00e3o foi poss\u00edvel identificar o que provocou a queda brusca dos pre\u00e7os. \u201cAinda n\u00e3o conseguimos mensurar se houve queda no consumo ou aumento da oferta no mercado, j\u00e1 que este ano estamos enfrentando o aumento das importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos\u201d.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o ao volume produzido, a expectativa \u00e9 repetir os resultados alcan\u00e7ados em 2015, quando o segmento tamb\u00e9m ficou estagnado. A produ\u00e7\u00e3o deve girar em torno de 9,3 bilh\u00f5es de litros de leite.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Tend\u00eancia &#8211; De acordo com o diretor executivo do Silemg, Celso Costa Moreira, a queda observada nos pre\u00e7os da ind\u00fastria \u00e9 significativa e a tend\u00eancia \u00e9 de pre\u00e7os mais baixos em fun\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de safra e da acomoda\u00e7\u00e3o do mercado.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cEm meados de julho, o leite saia da ind\u00fastria para o varejo com um valor m\u00e9dio de R$ 3,6 por litro e agora o mesmo produto \u00e9 negociado entre R$ 1,8 e R$ 2,08. Esta queda atingiu toda a cadeia e o mercado ainda esta em ajuste\u201d, disse Moreira.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><strong>Economia inst\u00e1vel \u00e9 gargalo para retomada de investimentos<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A retomada dos investimentos da ind\u00fastria l\u00e1ctea ainda n\u00e3o aconteceu, devido \u00e0 instabilidade econ\u00f4mica e ao cr\u00e9dito, oneroso e de dif\u00edcil acesso.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201c\u00c9 dif\u00edcil retomar os investimentos pela economia ainda inst\u00e1vel e a inc\u00f3gnita que o Pa\u00eds est\u00e1 vivendo. Os industriais est\u00e3o esperando as defini\u00e7\u00f5es para tomar decis\u00f5es. Al\u00e9m disso, o cr\u00e9dito para investimentos no setor est\u00e1 caro e de dif\u00edcil acesso, o que limita, ainda mais, a capacidade de investimentos das ind\u00fastrias\u201d, explicou o presidente do Silemg, Jo\u00e3o L\u00facio Barreto Carneiro.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Outro desafio que a cadeia de l\u00e1cteos tem enfrentado s\u00e3o as importa\u00e7\u00f5es de produtos. Al\u00e9m de chegarem ao mercado com pre\u00e7os mais acess\u00edveis, as importa\u00e7\u00f5es provocam o excesso de oferta, prejudicando a produ\u00e7\u00e3o nacional. A Argentina e o Uruguai s\u00e3o os principais pa\u00edses a disponibilizarem produtos l\u00e1cteos no mercado brasileiro, sendo o Uruguai o que exporta maior volume e, ao contr\u00e1rio da Argentina, n\u00e3o trabalha com cotas pr\u00e9-definidas.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Barreto Carneiro explica que as importa\u00e7\u00f5es ocorreram de forma acentuada em 2016, sendo um dos agravantes para que o mercado l\u00e1cteo despencasse de vez. Al\u00e9m do leite em p\u00f3, os queijos mu\u00e7arela e prato tamb\u00e9m est\u00e3o sendo importados sem controle.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O volume de l\u00e1cteos importado, segundo Barreto Carneiro, se comparado com o das ind\u00fastrias nacionais, corresponde \u00e0 produ\u00e7\u00e3o da quinta maior do Pa\u00eds. O volume de 15 toneladas a 20 toneladas mensais afeta diretamente o mercado interno.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cEstamos buscando apoio junto ao Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento) para que ocorra a redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es. O controle do volume importado \u00e9 importante, porque qualquer excesso de oferta \u00e9 suficiente para derrubar o mercado.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Quando isso acontece de forma inesperada afeta o setor como um todo. Os empres\u00e1rios n\u00e3o conseguem ter previsibilidade de como vai estar o mercado amanh\u00e3. O industrial tem trabalhado no escuro, o que \u00e9 prejudicial\u201d, explicou Barreto Carneiro.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><strong>Empres\u00e1rios e entidades v\u00e3o ao Mapa pedir divulga\u00e7\u00e3o de dados<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Na \u00faltima quarta-feira, foi realizado em Belo Horizonte, o I Encontro Nacional do Setor L\u00e1cteo. O evento, que reuniu as organiza\u00e7\u00f5es, empres\u00e1rios e entidades representativas do setor de l\u00e1cteos, definiu a\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o avan\u00e7o e fortalecimento do setor, como o levantamento dos dados e a necessidade de promover campanhas sobre a import\u00e2ncia do consumo dos produtos. \u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>De acordo com o diretor do Silemg, Paulo Gribel, durante o encontro ficou definido que o setor vai solicitar ao Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento) a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos dados sobre as ind\u00fastrias do setor. A ideia \u00e9 desenvolver um trabalho conjunto com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria) onde ser\u00e3o levantados dados sobre as ind\u00fastrias no Pa\u00eds, como volume produzido e produtos fabricados. Os dados s\u00e3o considerados fundamentais para balizar as a\u00e7\u00f5es do setor.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cNosso objetivo \u00e9 trabalhar os dados do setor. Todo latic\u00ednio informa ao Mapa a movimenta\u00e7\u00e3o e queremos ter acesso a estes dados, o que pode ser feito com o programa de gest\u00e3o da Embrapa. S\u00e3o dados importantes que poderemos mensurar a produ\u00e7\u00e3o nacional de cada tipo de produto e os estoques, por exemplo. Estes dados v\u00e3o auxiliar os industriais a se posicionarem no mercado e definir a\u00e7\u00f5es de fortalecimento dos neg\u00f3cios\u201d, explicou Gribel.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m ficou definida a necessidade de estimular o consumo de l\u00e1cteos, o que ser\u00e1 feito mostrando aos consumidores os valores nutricionais do leite. \u201cVamos embasar as campanhas mostrando as propriedades dos produtos l\u00e1cteos, comprovadas cientificamente, e as vantagens delas para a sa\u00fade humana. Com isso, queremos conscientizar a popula\u00e7\u00e3o e estimular o maior consumo de leite e derivados no Pa\u00eds\u201d.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Seca provoca perda na produ\u00e7\u00e3o de mangas no Ja\u00edba. O presidente do Sindicato Rural de Curvelo, Dalton Londe, colher\u00e1 54% a menos do previsto: \u201cA umidade muito baixa, aliada a uma temperatura muito alta, fez com que tiv\u00e9ssemos abortamento de frutas muito grande\u201d.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor l\u00e1cteo de Minas Gerais vai encerrar o ano estagnado. De acordo com o Sindicato das Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios do Estado de Minas Gerais (Silemg), 2016 foi um ano desafiador. At\u00e9 julho, o mercado foi marcado pela queda na produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de leite e pelos pre\u00e7os elevados do produto. 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