{"id":482,"date":"2015-04-15T06:30:00","date_gmt":"2015-04-15T09:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2015\/04\/15\/classe-media-rural"},"modified":"2015-04-15T06:30:00","modified_gmt":"2015-04-15T09:30:00","slug":"classe-media-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/classe-media-rural\/","title":{"rendered":"Classe m\u00e9dia rural"},"content":{"rendered":"<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Nos \u00faltimos anos, os centros urbanos brasileiros passaram por intenso movimento de mobilidade social, cujo principal resultado foi o surgimento de uma nova classe m\u00e9dia no pa\u00eds. A ascens\u00e3o de milh\u00f5es de pessoas das classes D e E para a C incrementou a economia e formatou nova pir\u00e2mide social no Brasil. Entretanto, milhares de pequenos produtores ficaram \u00e0 margem do processo e, portanto, chegou a hora de lhes proporcionar condi\u00e7\u00f5es para que produzam mais e melhor e tenham condi\u00e7\u00f5es de viver bem.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">H\u00e1 no campo brasileiro um cen\u00e1rio de concentra\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e de renda. Aproximadamente 78% das propriedades rurais brasileiras pertencem \u00e0s classes D e E, respondendo por apenas 9% da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional. As classes mais pr\u00f3speras concentram 70% da produ\u00e7\u00e3o brasileira.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Em Minas Gerais, o quadro n\u00e3o \u00e9 diferente. Existem cerca de 551 mil propriedades rurais. Dessas, 61,76% s\u00e3o minif\u00fandios; 25,6% pequenas propriedades; 8,5% s\u00e3o m\u00e9dias e apenas 1,8% de maior porte. Est\u00e1 na hora de buscarmos um equil\u00edbrio econ\u00f4mico e social que seja ben\u00e9fico para todos e para o pa\u00eds. Por isso a Faemg decidiu empenhar-se para transformar pequenos produtores em m\u00e9dios \u2013 iniciativa que est\u00e1 em linha com o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Os principais obst\u00e1culos s\u00e3o as restri\u00e7\u00f5es de fora da porteira. Hoje, os pequenos produtores t\u00eam dificuldades de comercializa\u00e7\u00e3o, compram insumos mais caros, pagam mais por aluguel de m\u00e1quinas e equipamentos, porque a escala de produ\u00e7\u00e3o e de consumo \u00e9 baixa. Al\u00e9m disso, t\u00eam pouco acesso \u00e0 tecnologia e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, que poderiam aumentar a produtividade e, por consequ\u00eancia, a competitividade. H\u00e1 tamb\u00e9m restri\u00e7\u00f5es da porteira para dentro: o foco do pequeno produtor rural geralmente \u00e9 produzir para subsistir, pois atividades essenciais ao seu desenvolvimento, como planejamento do neg\u00f3cio e gest\u00e3o, n\u00e3o lhes parecem importantes e nem est\u00e3o ao seu alcance f\u00e1cil. \u00c9 preciso despert\u00e1-los para o sentimento empreendedor.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Para provocarmos uma mudan\u00e7a de patamar, a extens\u00e3o rural \u00e9 fundamental. Precisamos levar conhecimento aos pequenos produtores rurais, capacitando-os a se tornarem m\u00e9dios empres\u00e1rios. O Senar Minas tem feito um trabalho exemplar nesse sentido com programas como o Gest\u00e3o com qualidade em campo, cujo prop\u00f3sito maior \u00e9 estimular uma mudan\u00e7a de atitude: \u201cde agricultor para empres\u00e1rio rural\u201d. S\u00e3o horas de aulas te\u00f3ricas acompanhadas de consultorias individuais, levando aos produtores conhecimento de gest\u00e3o e melhoria de processos, buscando conjugar efici\u00eancia produtiva com administrativa e incentivar decis\u00f5es com base na racionalidade econ\u00f4mica.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">O desafio \u00e9 justamente fazer com que os pequenos produtores enxerguem suas propriedades como um neg\u00f3cio e op\u00e7\u00e3o de investimento, e destinem mais tempo \u00e0 gest\u00e3o, buscando e encontrando solu\u00e7\u00f5es para vencer os mais diversos tipos de problemas. Os resultados surgem aos poucos. No Vale do Mucuri, uma das regi\u00f5es mais carentes do estado, produtores que participaram do programa criaram um cons\u00f3rcio que, todos os meses, sorteia recursos entre seus integrantes. O dinheiro \u00e9 utilizado em melhorias da propriedade \u2013 e essas melhorias s\u00e3o acompanhadas pelos participantes do cons\u00f3rcio. Mais de 1,6 mil propriedades rurais mineiras j\u00e1 participaram do programa.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Mudar a atual pir\u00e2mide social do campo, ampliando a classe m\u00e9dia, requer persist\u00eancia, paci\u00eancia e convic\u00e7\u00e3o de que esse \u00e9 o melhor caminho para o setor. Envolve tamb\u00e9m parcerias com empresas e com o poder p\u00fablico. Abrange, enfim, toda a sociedade, j\u00e1 que os benef\u00edcios da iniciativa voltar\u00e3o de forma surpreendentemente positiva para todos. A\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, por conseguinte, vai atuar tanto na \u00e1rea pol\u00edtica como na t\u00e9cnica para oferecer aos pequenos produtores a oportunidade de subir na escala rural, proporcionando-lhes condi\u00e7\u00f5es de aumentar a produ\u00e7\u00e3o, elevar a renda e desfrutar junto com a fam\u00edlia do resultado do seu trabalho.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\n<div><strong><em>Roberto Sim\u00f5es<\/em><\/strong><\/div>\n<div><em>Presidente do SISTEMA FAEMG<\/em><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, os centros urbanos brasileiros passaram por intenso movimento de mobilidade social, cujo principal resultado foi o surgimento de uma nova classe m\u00e9dia no pa\u00eds. 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