{"id":4342,"date":"2023-11-24T07:47:46","date_gmt":"2023-11-24T10:47:46","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/?p=4342"},"modified":"2024-05-12T18:59:43","modified_gmt":"2024-05-12T21:59:43","slug":"mudancas-na-legislacao-pecuaria-do-estado-buscam-mais-protecao-para-o-rebanho-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/mudancas-na-legislacao-pecuaria-do-estado-buscam-mais-protecao-para-o-rebanho-mineiro\/","title":{"rendered":"MUDAN\u00c7AS NA LEGISLA\u00c7\u00c3O PECU\u00c1RIA DO ESTADO BUSCAM MAIS PROTE\u00c7\u00c3O PARA O REBANHO MINEIRO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Novidades nas obriga\u00e7\u00f5es dos produtores de Minas Gerais \u00e9 um esfor\u00e7o conjunto para manter a produ\u00e7\u00e3o animal sadia e a economia fortalecida<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Pela primeira vez em mais de 50 anos, os produtores mineiros n\u00e3o precisam vacinar seus animais contra febre aftosa no m\u00eas de novembro. A conquista \u00e9 fruto de a\u00e7\u00f5es implementadas pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ima.mg.gov.br\/\">Instituto Mineiro de Agropecu\u00e1ria (IMA)<\/a>, \u00f3rg\u00e3o vinculado \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mg.gov.br\/agricultura\">Secretaria de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Seapa)<\/a>\u00a0previstas no Programa Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o da Febre Aftosa (PNEFA) do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa). O pr\u00f3ximo objetivo \u00e9 solicitar \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade Animal, o reconhecimento internacional de livre da doen\u00e7a sem vacina\u00e7\u00e3o, o que representa a possibilidade de abertura de novos mercados e uma economia estimada em mais de R$ 700 milh\u00f5es ao ano para os produtores do estado. Para alcan\u00e7ar este status, o pr\u00e9-requisito \u00e9 que, uma vez ao ano, aqueles que produzem bovinos, bubalinos, galinhas, peixes, abelhas, ovinos e caprinos atualizem os dados de seus rebanhos no IMA.<\/p>\n<p>A novidade traz uma mudan\u00e7a na rotina do produtor, habituado a imunizar seus animais e declarar a vacina\u00e7\u00e3o no IMA em duas etapas, nos meses de maio e novembro. A necessidade de informar os dados de seus animais de produ\u00e7\u00e3o tem o objetivo de mapear o estado, fazendo com que a defesa sanit\u00e1ria em Minas seja mais efetiva e a\u00e7\u00f5es de identifica\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as sejam mais \u00e1geis.<\/p>\n<p>\u201cQuando realizamos o atendimento \u00e0 suspeita ou foco de alguma doen\u00e7a \u00e9 necess\u00e1rio sabermos onde est\u00e3o localizadas todas as propriedades com suas cria\u00e7\u00f5es, para atuar de forma mais eficiente e assertiva. As a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia s\u00e3o realizadas na propriedade onde foi notificada a suspeita e nas propriedades vizinhas que possuem as mesmas esp\u00e9cies suscet\u00edveis \u00e0 enfermidade, para que se protejam com procedimentos de biosseguridade\u201d, conta Guilherme Negro, diretor t\u00e9cnico do IMA.<\/p>\n<p>O PNEFA prev\u00ea a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia para evitar a entrada e dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a no pa\u00eds. \u201cEstamos sempre coletando e analisando dados de sa\u00fade animal no estado de Minas Gerais para que possamos agir caso seja necess\u00e1rio. Isso \u00e9 vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria ativa\u201d, explica Negro.<\/p>\n<p>S\u00e3o observados o tr\u00e2nsito animal entre os estados, por meio da fiscaliza\u00e7\u00e3o, a notifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as para r\u00e1pida investiga\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o de propriedades e eventos agropecu\u00e1rios, a inspe\u00e7\u00e3o de estabelecimentos de abate e estudos soroepidemiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Para cumprir todos os requisitos preconizados pelo PNEFA, o IMA tem intensificado suas a\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia da notifica\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as por parte da sociedade. Para isso, conta com a participa\u00e7\u00e3o de entidades de classe e institui\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio para sensibilizar sobre a necessidade de o produtor informar sobre suspeitas de doen\u00e7as em seus animais ou em animais de propriedades vizinhas.<\/p>\n<p>A vigil\u00e2ncia em propriedades \u00e9 baseada em risco, a partir de estudos em que se \u00e9 poss\u00edvel avaliar se a doen\u00e7a tem mais propens\u00e3o de se estabelecer na localidade. Esses estudos levam em considera\u00e7\u00e3o as fronteiras com estados que ainda n\u00e3o t\u00eam o reconhecimento de livre de febre aftosa, propriedades com alta movimenta\u00e7\u00e3o de animais suscet\u00edveis \u00e0 doen\u00e7a e assentamentos rurais.<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o cadastral de outras esp\u00e9cies, tamb\u00e9m \u00e9 uma novidade. No passado, apenas os dados de bovinos e bubalinos eram atualizados, a inclus\u00e3o de outros animais traz ainda mais prote\u00e7\u00e3o para o estado, uma vez que outras doen\u00e7as, al\u00e9m da febre aftosa, podem acometer as produ\u00e7\u00f5es causando preju\u00edzos para os produtores, al\u00e9m do que muitas vezes as doen\u00e7as podem ser transmitidas para os humanos, como \u00e9 o caso da gripe avi\u00e1ria.<\/p>\n<p>A campanha de atualiza\u00e7\u00e3o de rebanhos teve in\u00edcio no per\u00edodo de maio a junho deste ano e ser\u00e1 realizada anualmente neste mesmo per\u00edodo. Os produtores podem atualizar os dados de seus animais pela Internet, no Portal do Produtor, acessado pelo site do IMA ou dirigirem-se ao escrit\u00f3rio do \u00f3rg\u00e3o que atende sua regi\u00e3o. Aqueles que n\u00e3o fizerem esse procedimento, ficam impedidos de emitir a Guia de Tr\u00e2nsito Animal (GTA), documento exigido para transitar com animais dentro do per\u00edmetro nacional, al\u00e9m de n\u00e3o poderem emitir a Ficha Sanit\u00e1ria Animal, documento exigido para diversos fins, como aquisi\u00e7\u00e3o de empr\u00e9stimos em bancos.<\/p>\n<p>Hist\u00f3rico da Febre Aftosa no Brasil<\/p>\n<p>Os primeiros registros documentados da doen\u00e7a na Am\u00e9rica do Sul datam das d\u00e9cadas de 1860 e 1870, na Argentina e no Uruguai. O primeiro reconhecimento oficial da doen\u00e7a no pa\u00eds foi em 1895, em Minas Gerais. A dissemina\u00e7\u00e3o da febre aftosa no Brasil esteve ligada \u00e0 expans\u00e3o da pecu\u00e1ria bovina, com intensa movimenta\u00e7\u00e3o de animais pelo territ\u00f3rio brasileiro. Uma redu\u00e7\u00e3o nos surtos foi observada a partir de 1980, com a amplia\u00e7\u00e3o das campanhas de vacina\u00e7\u00e3o e fortalecimento das atividades de controle pelo Servi\u00e7o Veterin\u00e1rio Oficial (SVO).<\/p>\n<p>Entre 1992 e 1994, houve um aumento nos surtos, relacionado a melhorias na notifica\u00e7\u00e3o pelos Servi\u00e7os Veterin\u00e1rios Estaduais (SVE). No entanto, em 1995, medidas restritivas de tr\u00e2nsito animal foram introduzidas, juntamente com o retorno da estabilidade econ\u00f4mica, resultando na redu\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia da doen\u00e7a. Fatores cruciais para a erradica\u00e7\u00e3o da febre aftosa na d\u00e9cada de 90 inclu\u00edram a moderniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de frigor\u00edficos, que se mudou para as \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o de bovinos, diminuindo os movimentos de animais de longa dist\u00e2ncia, e a ado\u00e7\u00e3o exclusiva da vacina com adjuvante oleoso em todo o Brasil a partir de 1994.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a d\u00e9cada de 90 testemunhou a moderniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria de frigor\u00edficos, que se realocou fisicamente para as \u00e1reas de cria\u00e7\u00e3o de bovinos. Essa mudan\u00e7a contribuiu significativamente para a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de movimentos de animais de longa dist\u00e2ncia. Paralelamente, em 1994, o Brasil adotou o uso exclusivo da vacina com adjuvante oleoso em todo o pa\u00eds, fortalecendo ainda mais as medidas de preven\u00e7\u00e3o. Esses fatores combinados desempenharam um papel crucial na eficaz erradica\u00e7\u00e3o da febre aftosa, proporcionando estabilidade \u00e0 ind\u00fastria pecu\u00e1ria brasileira e diminuindo a dissemina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. A hist\u00f3ria da febre aftosa no Brasil destaca a import\u00e2ncia de estrat\u00e9gias abrangentes e adapta\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas para garantir a sa\u00fade do gado e a seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Minas<\/p>\n<p>Foto: IMA \/ divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novidades nas obriga\u00e7\u00f5es dos produtores de Minas Gerais \u00e9 um esfor\u00e7o conjunto para manter a produ\u00e7\u00e3o animal sadia e a economia fortalecida Pela primeira vez em mais de 50 anos, os produtores mineiros n\u00e3o precisam vacinar seus animais contra febre aftosa no m\u00eas de novembro. 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