{"id":339,"date":"2015-09-17T06:30:00","date_gmt":"2015-09-17T09:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2015\/09\/17\/abertura-do-mercado-chines-anima-setor-de-laticinios"},"modified":"2024-05-12T19:44:42","modified_gmt":"2024-05-12T22:44:42","slug":"abertura-do-mercado-chines-anima-setor-de-laticinios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/abertura-do-mercado-chines-anima-setor-de-laticinios\/","title":{"rendered":"Abertura do mercado chin\u00eas anima setor de latic\u00ednios"},"content":{"rendered":"<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">A confirma\u00e7\u00e3o da abertura do mercado chin\u00eas para a produ\u00e7\u00e3o l\u00e1ctea do Brasil, anunciada pelo Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento), foi avaliada pelo setor como um importante passo para o desenvolvimento da cadeia produtora nacional. Por\u00e9m, \u00e9 necess\u00e1rio que antigos gargalos sejam superados para que o produto brasileiro chegue ao mercado internacional com pre\u00e7os competitivos.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Em Minas Gerais, segundo o Silemg (Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednio do Estado de Minas Gerais), existem 25 ind\u00fastrias habilitadas para exporta\u00e7\u00f5es gerais de produtos l\u00e1cteos e poder\u00e3o fornecer produtos para os chineses.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">De acordo com o Mapa, as exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos para a China representar\u00e3o incremento de pelo menos US$ 45 milh\u00f5es ao ano nos embarques do agroneg\u00f3cio brasileiro. A negocia\u00e7\u00e3o para a abertura do mercado foi iniciada em 1996. A partir de agora, agroid\u00fastrias brasileiras interessadas em vender os produtos para o pa\u00eds asi\u00e1tico j\u00e1 podem solicitar a habilita\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">No ano passado, a China importou US$ 6,4 bilh\u00f5es de l\u00e1cteos, o que corresponde a 1,8 milh\u00e3o de toneladas, representando 14% de todas as importa\u00e7\u00f5es do produto no mundo. As importa\u00e7\u00f5es mundiais de l\u00e1cteos somaram 12,5 milh\u00f5es de toneladas em 2014, sendo que o Brasil participou com apenas 0,7% ou 83,7 mil toneladas destinadas ao mercado mundial.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Para o presidente da C\u00e2mara Setorial de Leite do Mapa, presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Pecu\u00e1ria de Leite da CNA (Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil) e diretor da\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, Rodrigo Alvim, a abertura do mercado chin\u00eas \u00e9 um avan\u00e7o importante para o Pa\u00eds e vem atender a um dos principais pilares do Projeto de Melhoria da Competitividade do Setor L\u00e1cteo Brasileiro, a ser desenvolvido pelo Mapa, que \u00e9 a necessidade de expandir o mercado de atua\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Gargalos &#8211; &#8220;A abertura de novos mercados \u00e9 fundamental, mas precisamos resolver gargalos antes de ampliar a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio que se invista em melhorias da qualidade, produtividade e gest\u00e3o para que o produto chegue ao mercado externo com pre\u00e7os competitivos frente aos demais pa\u00edses produtores. Outro desafio \u00e9 ampliar o volume de s\u00f3lidos no leite, j\u00e1 que exportaremos leite em p\u00f3, queijos e leite condensando. Enquanto no Brasil s\u00e3o gastos em m\u00e9dia 8,5 litros para produzir um quilo de leite, na Nova Zel\u00e2ndia s\u00e3o necess\u00e1rios apenas 7,5 litros, o que torna o produto brasileiro mais caro&#8221;, explica.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">&#8220;O mercado \u00e9 extremamente promissor, mas precisamos saber se a popula\u00e7\u00e3o vai beber leite, porque eles preferem ch\u00e1. Teremos que introduzir isso na cultura milenar deles, o que pode ser feito com a maior participa\u00e7\u00e3o em feiras onde os consumidores possam degustar os produtos l\u00e1cteos&#8221;.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><strong>Custos de produ\u00e7\u00e3o na cadeia leiteira s\u00e3o desafio<\/strong><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Para o diretor-executivo do Silemg (Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednio do Estado de Minas Gerais), Celso Costa Moreira, a abertura do mercado da China proporcionar\u00e1 importantes avan\u00e7os para a cadeia produtora mineira. O Estado conta hoje com 25 empresas habilitadas a exportarem, as mesmas s\u00e3o consideradas aptas a buscarem autoriza\u00e7\u00e3o para ingressar no mercado chin\u00eas.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">&#8220;O trabalho desenvolvido pela ministra K\u00e1tia Abreu foi muito positivo e importante para segmento. Se quisermos crescer dentro da cadeia do leite temos que al\u00e7ar voos mais distantes, ocupando posi\u00e7\u00e3o de vendas em mercados internacionais. Esse \u00e9 um dos passos necess\u00e1rios, mas ainda temos desafios como o aumento da produtividade, melhorias gen\u00e9ticas, de manejo e gest\u00e3o, que precisam ser desenvolvidos junto com a abertura de novos mercados&#8221;, avalia.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Um dos principais desafios a ser superado s\u00e3o os elevados custos de produ\u00e7\u00e3o da cadeia leiteira, o que torna o produto final menos competitivo que os demais. &#8220;O pre\u00e7o do leite em p\u00f3 no exterior \u00e9 muito baixo em rela\u00e7\u00e3o ao praticado no Brasil. Mesmo com c\u00e2mbio favor\u00e1vel ainda assim n\u00e3o temos competitividade para atuar no mercado internacional. Para se ter ideia, o pre\u00e7o pago pelo produto gira em torno de US$ 2 mil a tonelada, para termos capacidade de exportar seria necess\u00e1rio que a tonelada fosse comercializada a US$ 4 mil, valor que cobriria os custos operacionais e geraria margem para a ind\u00fastria&#8221;, ressalta.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Tamb\u00e9m s\u00e3o desafios o Regulamento da Inspe\u00e7\u00e3o Industrial e Sanit\u00e1ria de Produtos de Origem Animal (Riispoa) e a burocracia dos tr\u00e2mites dentro do Minist\u00e9rio da Agricultura para que as empresas obtenham o selo do SIF (Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal) para exporta\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">&#8220;Uma empresa que esteja bem ajustada e organizada n\u00e3o leva menos de dois anos para obter o SIF exporta\u00e7\u00e3o. Isso porque a infraestrutura do minist\u00e9rio, devido a cortes no or\u00e7amento ao longo dos \u00faltimos anos, \u00e9 pequena para operar o sistema. Isso significa que as ind\u00fastrias levam muito tempo para terem as plantas aprovadas, aumentando custos e reduzindo a competitividade nos mercados interno e externo&#8221;, diz Moreira.<\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"color:#333333;font-family:Helvetica, 'Arial Narrow', Arial;font-size:14px;line-height:18px;text-align:justify;\">Fonte: Di\u00e1rio do Com\u00e9cio<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confirma\u00e7\u00e3o da abertura do mercado chin\u00eas para a produ\u00e7\u00e3o l\u00e1ctea do Brasil, anunciada pelo Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento), foi avaliada pelo setor como um importante passo para o desenvolvimento da cadeia produtora nacional. 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