{"id":32,"date":"2017-01-18T16:38:00","date_gmt":"2017-01-18T19:38:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2017\/01\/18\/o-ano-mais-quente-da-historia"},"modified":"2017-01-18T16:38:00","modified_gmt":"2017-01-18T19:38:00","slug":"o-ano-mais-quente-da-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/o-ano-mais-quente-da-historia\/","title":{"rendered":"O ano mais quente da hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div class=\"cssNoticiaConteudo\">\n<div class=\"cssNoticiaResumo\" style=\"color:#333333;float:left;font-size:14px;line-height:18px;margin:6px 0;width:555.75px;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear:both;text-align:center;\"><a href=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2017\/01\/916c1-calor1.png\" style=\"margin-left:1em;margin-right:1em;\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"170\" src=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2017\/01\/916c1-calor1.png?w=300&#038;resize=320%2C170\" width=\"320\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Pronto, 2016 foi registrado como o ano mais quente da nossa hist\u00f3ria, desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. O aumento da temperatura foi 0,2\u00b0C maior que o recordista anterior, que era o ano de 2015. Na primeira an\u00e1lise global de 2016 publicada por um \u00f3rg\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, o Servi\u00e7o Copernicus de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica, a temperatura ficou 1,3\u00b0C acima da m\u00e9dia. Esse valor j\u00e1 est\u00e1 muito pr\u00f3ximo do limite de 1,5\u00b0C definido pelos pa\u00edses signat\u00e1rios do Acordo de Paris, quando assumiram que com aumentos de temperatura superiores a esses valores entraremos em um campo de altera\u00e7\u00f5es significativas dos sistemas naturais e aumento consider\u00e1vel da frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos. Tudo bem que tivemos uma influ\u00eancia significativa de um expressivo El Ni\u00f1o, entre 2015 e 2016, mas uma coisa \u00e9 certa: a influ\u00eancia humana \u00e9 a respons\u00e1vel pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que vivemos atualmente.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Reconhecendo que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas representam uma amea\u00e7a urgente e potencialmente irrevers\u00edvel para as sociedades humanas, na 21\u00aa Confer\u00eancia das Partes (COP21) foi proposto um pacto mundial para a diminui\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). O chamado Acordo de Paris foi aprovado por 195 pa\u00edses com o compromisso de envidar todos os esfor\u00e7os para limitar o aumento da temperatura a 1,5\u00b0C acima dos n\u00edveis pr\u00e9-industriais. O fato \u00e9 que isso foi em 2015 e, de acordo com as previs\u00f5es, chegar\u00edamos a um aumento m\u00e9dio dessa magnitude apenas daqui a uma d\u00e9cada. Mas n\u00e3o \u00e9 bem o que parece. No final do ano passado, fui o \u00fanico brasileiro convidado para participar do encontro na Indon\u00e9sia do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, \u00f3rg\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas \u2013 ONU \u2013 respons\u00e1vel pelo estabelecimento de pol\u00edticas clim\u00e1ticas mundiais), cujo objetivo foi contribuir para o fortalecimento da base de dados do IPCC, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mata atl\u00e2ntica. Durante esse encontro, al\u00e9m da modelagem clim\u00e1tica global, duas quest\u00f5es dominavam as discuss\u00f5es: a intensa velocidade com que estamos chegando ao limite de 1,5\u00b0C definido no Acordo de Paris e a recente vit\u00f3ria de Donald Trump para a Presid\u00eancia dos EUA, com aparente retrocesso de todas as pol\u00edticas clim\u00e1ticas conquistadas at\u00e9 o momento. Esperamos que algumas reuni\u00f5es com Al Gore e Leonardo de Caprio possam alterar significativamente as primeiras impress\u00f5es desse novo presidente.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Bom, mas o que um ano um pouco mais quente pode me afetar? (Perguntaria um mineiro desconfiado.) De muitas formas, uai! Basta ver que ainda estamos no in\u00edcio do ver\u00e3o e as temperaturas na capital mineira andam insuport\u00e1veis. Se for tentar se refrescar nas praias, deve ficar atento, pois a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica no RJ chegou a 61\u00b0C! Os surtos de mosquitos e pernilongos andam avassaladores. Isso sem falar das doen\u00e7as tropicais, como a febre amarela, dengue, chikungunya, zika v\u00edrus, que geralmente est\u00e3o associadas ao aumento do calor e da umidade. As chuvas tamb\u00e9m andam bem imprevis\u00edveis, com per\u00edodos em que todos ficam em p\u00e2nico com medo do racionamento e outros per\u00edodos com enchentes e inunda\u00e7\u00f5es que deixam a cidade travada, desconectada e altamente vulner\u00e1vel.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O aumento da temperatura j\u00e1 \u00e9 sentido e reconhecido. As mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tamb\u00e9m. O tempo agora \u00e9 de a\u00e7\u00e3o. Mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o s\u00e3o palavras de ordem para as vulnerabilidades que j\u00e1 temos no nosso sistema. Precisamos despertar para as cidades inteligentes, resilientes, solu\u00e7\u00f5es para abastecimento, para esgotamento, planos r\u00e1pidos a serem executados durante eventos extremos para que a cidade n\u00e3o pare. Precisamos de uma economia de baixo carbono, de uma cadeia de produ\u00e7\u00e3o mais consciente, de novas tecnologias, de energias limpas de fontes renov\u00e1veis. Precisamos de a\u00e7\u00f5es emergenciais para grupos mais vulner\u00e1veis.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Vale lembrar que para um planeta com 4,5 bilh\u00f5es de anos, pouco afeta aumentos e diminui\u00e7\u00f5es de temperatura, chuvas torrenciais, tempestades ou secas prolongadas. Mas para a esp\u00e9cie humana, de aproximadamente 150 mil anos, isso muda tudo. Ultrapassar o limite de 1,5\u00b0C n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o segura para a humanidade. Esse \u00e9 um recorde que n\u00e3o devemos quebrar!<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\n<div class=\"cssNoticiaFonte\" style=\"color:#444444;float:left;font-size:12px;margin:8px 10px 10px;text-align:start;\">Estado de Minas<\/div>\n<div class=\"cssNoticiaConteudo\" style=\"color:black;float:left;font-size:12px;margin:0 0 10px 10px;text-align:start;width:555.75px;\">\n<div class=\"cssNoticiaResumo\" style=\"color:#333333;float:left;font-size:14px;line-height:18px;margin:6px 0;width:555.75px;\">\n<div style=\"text-align:justify;\"><strong><em>Thiago Metzker<\/em><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\"><em>Bi\u00f3logo, doutor em ecologia, conserva\u00e7\u00e3o e manejo da vida silvestre, conselheiro do CRBio-04 e presidente do IBAM %u2013 Instituto Bem Ambiental.<\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Pronto, 2016 foi registrado como o ano mais quente da nossa hist\u00f3ria, desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. 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