{"id":31,"date":"2017-01-22T10:17:00","date_gmt":"2017-01-22T13:17:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2017\/01\/22\/vbp-da-agropecuaria-cresceu-123-em-minas"},"modified":"2024-05-12T18:58:06","modified_gmt":"2024-05-12T21:58:06","slug":"vbp-da-agropecuaria-cresceu-123-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/vbp-da-agropecuaria-cresceu-123-em-minas\/","title":{"rendered":"VBP da agropecu\u00e1ria cresceu 12,3% em Minas"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div class=\"separator\" style=\"clear:both;text-align:center;\"><a href=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2017\/01\/c2db2-produtos.jpg\" style=\"margin-left:1em;margin-right:1em;\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" border=\"0\" height=\"180\" src=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2017\/01\/c2db2-produtos.jpg?w=300&#038;resize=320%2C180\" width=\"320\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em 2016, o VBP (Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria) de Minas Gerais alcan\u00e7ou R$ 60,4 bilh\u00f5es, aumento de 12,3% frente ao resultado registrado em 2015. A eleva\u00e7\u00e3o foi puxada pelo setor agr\u00edcola, cujo VBP cresceu 24,7%, enquanto o resultado da pecu\u00e1ria recuou 6,5%. Para 2017, a expectativa \u00e9 de resultados positivos, uma vez que o clima, at\u00e9 o momento, est\u00e1 favor\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e \u00e9 esperada a retomada da economia, o que poder\u00e1 estimular o consumo.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>De acordo com os dados divulgados pelo Mapa (Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento), os resultados de Minas Gerais foram melhores que o nacional. Enquanto o VBP do agroneg\u00f3cio mineiro cresceu 12,3%, o VBP da produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria do Brasil recuou 1,8%, atingindo R$ 527,9 bilh\u00f5es.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A coordenadora da Assessoria T\u00e9cnica da\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, Aline Veloso, explica que 2016 foi marcado pelas quest\u00f5es clim\u00e1ticas, que afetaram grandes regi\u00f5es produtoras do Pa\u00eds.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de Minas Gerais foi prejudicada pela seca, principalmente, no per\u00edodo da safrinha. Foram 159 munic\u00edpios decretando situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia em fun\u00e7\u00e3o da estiagem. \u00c9 um n\u00famero bastante alto e que interfere nos resultados de diversas lavouras, principalmente de gr\u00e3os. No per\u00edodo da safrinha, as produ\u00e7\u00f5es de milho e feij\u00e3o foram as mais prejudicadas em rela\u00e7\u00e3o ao volume colhido, o que estimulou os pre\u00e7os. Como o VBP \u00e9 calculado multiplicando os pre\u00e7os e a quantidade, o resultado do Estado foi positivo\u201d, disse.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Para 2017, a princ\u00edpio, as expectativas s\u00e3o positivas. \u201cEsperamos que o produtor tenha mais f\u00f4lego em 2017, com uma recupera\u00e7\u00e3o melhor da economia, refletindo de forma positiva no setor. Aguentamos 2016, que foi um ano dif\u00edcil, e esperamos que 2017 seja melhor. O ano iniciou com a cota\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios produtos em alta, como o caf\u00e9 e a soja. Al\u00e9m disso, o clima, por enquanto, est\u00e1 favor\u00e1vel para a produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Em Minas Gerais, o VBP da atividade agr\u00edcola foi de R$ 40,29 bilh\u00f5es, um crescimento de 24,7% sobre os R$ 32,31 bilh\u00f5es em 2015. O destaque do setor foi o caf\u00e9. O VBP do principal produto do agroneg\u00f3cio estadual alcan\u00e7ou R$ 15,4 bilh\u00f5es, aumento de 36% frente ao valor de R$ 11,3 bilh\u00f5es verificados em 2015.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cAl\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o maior, os pre\u00e7os do caf\u00e9 se mantiveram em patamares mais elevados ao longo de 2016, o que foi essencial para o resultado positivo. Isso fez com que o cafeicultor negociasse a safra a pre\u00e7os melhores. N\u00e3o podemos afirmar que houve recupera\u00e7\u00e3o da renda do cafeicultor, mas traz expectativas positivas\u201d.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Outro produto relevante no Estado, a cana-de-a\u00e7\u00facar, encerrou o per\u00edodo com VBP de R$ 5 bilh\u00f5es, varia\u00e7\u00e3o positiva de 3,1%. A produ\u00e7\u00e3o mundial menor, a demanda em alta e os pre\u00e7os rent\u00e1veis estimularam a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar em Minas Gerais e impulsionaram o resultado da cana.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><strong>Gr\u00e3os<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>A soja, produto com o segundo maior valor do VBP, tamb\u00e9m apurou bons resultados: alcan\u00e7ou R$ 5,76 bilh\u00f5es, aumento de 37,6%. A crescente demanda mundial foi fundamental para que os pre\u00e7os se mantivessem mais elevados, mesmo com uma produ\u00e7\u00e3o maior no per\u00edodo.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>O VBP do milho encerrou 2016 em R$ 3,96 bilh\u00f5es, alta expressiva de 26,8%. Ao longo de 2016, o aumento das exporta\u00e7\u00f5es e a demanda interna aquecida fizeram com que os pre\u00e7os atingissem patamares recordes permitindo a evolu\u00e7\u00e3o do faturamento da cultura.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Alta tamb\u00e9m foi verificada no VBP de feij\u00e3o, que ficou 55,2% maior, somando R$ 2,26 bilh\u00f5es. A estiagem severa prejudicou a segunda safra do produto, limitando a oferta e estimulando os pre\u00e7os.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><strong>Pecu\u00e1ria registrou recuo de 6,5% no Estado<\/strong><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Ao contr\u00e1rio da agricultura, os resultados da pecu\u00e1ria de Minas Gerais foram negativos. De acordo com os dados do Mapa, o VBP dos produtos pecu\u00e1rios retraiu 6,5% e encerrou o ano em R$ 20,1 bilh\u00f5es.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Dentre as produ\u00e7\u00f5es pesquisadas, somente frangos e ovos apresentaram resultados positivos. No caso do frango, o faturamento da produ\u00e7\u00e3o, R$ 3,8 bilh\u00f5es, cresceu 6%. J\u00e1 no segmento de ovos a evolu\u00e7\u00e3o foi de 0,4%, com o VBP somando R$ 1,25 bilh\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Com o aumento do desemprego e a queda da renda das fam\u00edlias, o consumo de ovos e carne de frango foi estimulado pelos pre\u00e7os mais acess\u00edveis. Al\u00e9m disso, o resultado do frango foi favorecido pelo aumento das exporta\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Entre os produtos que encerraram o ano com queda no VBP, a maior retra\u00e7\u00e3o foi verificada no segmento de su\u00ednos, 11,6%, com faturamento de R$ 1,7 bilh\u00e3o. O VBP da produ\u00e7\u00e3o de leite ficou 8,4% menor em 2016, alcan\u00e7ando R$ 7,26 bilh\u00f5es.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>\u201cNo caso do leite houve uma queda muito grande na capta\u00e7\u00e3o e os custos de produ\u00e7\u00e3o subiram muito. Os pre\u00e7os pagos aos pecuaristas se mantiveram sustentados, especialmente em junho, julho e agosto. Os produtores que conseguiram fazer controle de custos tiveram uma renda melhor, principalmente, neste per\u00edodo\u201d, explicou a coordenadora da Assessoria T\u00e9cnica da\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, Aline Veloso.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>De acordo com os dados do Mapa, o VBP dos bovinos caiu 10,9%, encerrando o per\u00edodo em R$ 5,9 bilh\u00f5es. \u201cO resultado negativo dos bovinos \u00e9 justificado pelo abate de matrizes, que aconteceu nos anos anteriores, e pelas din\u00e2micas do mercado como o aumento da infla\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m influencia nos pre\u00e7os e na demanda do consumidor\u201d, disse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><span style=\"color:#444444;font-size:12px;text-align:left;\">Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2016, o VBP (Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o Agropecu\u00e1ria) de Minas Gerais alcan\u00e7ou R$ 60,4 bilh\u00f5es, aumento de 12,3% frente ao resultado registrado em 2015. 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