{"id":2374,"date":"2019-02-25T08:48:34","date_gmt":"2019-02-25T11:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/?p=2374"},"modified":"2019-02-25T08:49:39","modified_gmt":"2019-02-25T11:49:39","slug":"queijo-mineiro-ganha-ferramenta-contra-falsificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/queijo-mineiro-ganha-ferramenta-contra-falsificacao\/","title":{"rendered":"Queijo mineiro ganha ferramenta contra falsifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Os produtores de queijo canastra ganharam uma importante ferramenta de combate \u00e0 falsifica\u00e7\u00e3o e de garantia da proced\u00eancia do produto artesanal da regi\u00e3o da serra de mesmo nome, no Centro-Oeste mineiro. Foi lan\u00e7ado nesta ter\u00e7a-feira o primeiro lote do famoso queijo identificado com a \u201cetiqueta de case\u00edna\u201d, que \u00e9 comest\u00edvel, elaborada a partir de uma prote\u00edna retirada do pr\u00f3prio leite.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 80 anos que a etiqueta de case\u00edna \u00e9 usada em pa\u00edses da Europa que ganharam fama pela qualidade de queijo, como Fran\u00e7a e Sui\u00e7a. Mas, \u00e9 a primeira vez que a tecnologia \u00e9 adotada pelos produtores de queijo no Brasil como ferramenta de identifica\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da Serra da Canastra tem cerca de 800 produtores artesanais da famosa iguaria, espalhados por sete munic\u00edpios. Juntos, eles produzem cerca de 576 toneladas de queijo por ano.<\/p>\n<p>O modelo de identifica\u00e7\u00e3o da origem do conhecido produto est\u00e1 sendo usado por filiados da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), sediada no munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas. A etiqueta feita com a subst\u00e2ncia comest\u00edvel traz uma esp\u00e9cie de c\u00f3digo de barras com oito d\u00edgitos, com a identifica\u00e7\u00e3o do produtor (tres primeiros d\u00edgitos) e dados do produto (\u00faltimos cinco d\u00edgitos), tais como data de fabrica\u00e7\u00e3o e local onde foi produzido.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o da Serra da Canastra tem cerca de 800 produtores artesanais da famosa iguaria, espalhados por sete munic\u00edpios. Juntos, eles produzem cerca de 576 toneladas de queijo por ano.<\/p>\n<p>O modelo de identifica\u00e7\u00e3o da origem do conhecido produto est\u00e1 sendo usado por filiados da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Queijo Canastra (Aprocan), sediada no munic\u00edpio de S\u00e3o Roque de Minas. A etiqueta feita com a subst\u00e2ncia comest\u00edvel traz uma esp\u00e9cie de c\u00f3digo de barras com oito d\u00edgitos, com a identifica\u00e7\u00e3o do produtor (tres primeiros d\u00edgitos) e dados do produto (\u00faltimos cinco d\u00edgitos), tais como data de fabrica\u00e7\u00e3o e local onde foi produzido.<\/p>\n<p>\u201cPara o Projeto Queijo Minas Artesanal esta Etiqueta ir\u00e1 agregar ainda mais valor ao produto e, por consequ\u00eancia, ampliar sua comercializa\u00e7\u00e3o, tendo como base o certificado de originalidade\u201d, afirma Leonardo.<\/p>\n<p>O gerente de Projetos da Aprocan lembra que a entidade tem 56 filiados, dos quais 23 est\u00e3o devidamente regularizados e v\u00e3o passar a usar a etiqueta de case\u00edna. Mas, a expectativa \u00e9 aumentar cada vez mais o uso do sistema de identifica\u00e7\u00e3o e de combate \u00e0 falsifica\u00e7\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o do processo de regulariza\u00e7\u00e3o da atividade pelos produtores.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o queijeira na regi\u00e3o da Serra Canastra gera emprego e renda nos munic\u00edpios de S\u00e3o Roque de Minas, Vargem Bonita, Delfin\u00f3polis, Medeiros, Bambu\u00ed, Tapira\u00ed e Piumhui.<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, os produtores da regi\u00e3o enfrentaram s\u00e9rias dificuldades por causa da legisla\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria, que impedia a venda do queijo artesanal fora de Minas Gerais. Mas, houve uma mobiliza\u00e7\u00e3o da classe produtora e a barreira foi vencida em 2015, quando o Minist\u00e9rio da Agricultura autorizou os produtores de queijo a comercializar a produ\u00e7\u00e3o para outras unidades da Federa\u00e7\u00e3o. Mas, para isso, eles t\u00eam que se regularizarem e obterem certifica\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF).<\/p>\n<p>jornal O Estado de Minas \/ FAEMG<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os produtores de queijo canastra ganharam uma importante ferramenta de combate \u00e0 falsifica\u00e7\u00e3o e de garantia da proced\u00eancia do produto artesanal da regi\u00e3o da serra de mesmo nome, no Centro-Oeste mineiro. 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