{"id":2178,"date":"2018-07-31T07:10:30","date_gmt":"2018-07-31T10:10:30","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/?p=2178"},"modified":"2018-07-30T15:14:40","modified_gmt":"2018-07-30T18:14:40","slug":"minas-registrou-alta-de-10-no-numero-de-estabelecimentos-e-14-na-area-total","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/minas-registrou-alta-de-10-no-numero-de-estabelecimentos-e-14-na-area-total\/","title":{"rendered":"MINAS REGISTROU ALTA DE 10% NO N\u00daMERO DE ESTABELECIMENTOS E 14% NA \u00c1REA TOTAL"},"content":{"rendered":"<p>O Censo Agro 2017 em Minas Gerais identificou, at\u00e9 o dia 30\/6\/2018, 607,4 mil estabelecimentos agropecu\u00e1rios, alta de 10% em rela\u00e7\u00e3o ao Censo Agro 2006, em uma \u00e1rea total de 37,9 milh\u00f5es de hectares (ha). A diferen\u00e7a de \u00e1rea entre os dois censos cresceu 4,8 milh\u00f5es de ha. \u201cAl\u00e9m da acur\u00e1cia do Censo, pode ter ocorrido melhor identifica\u00e7\u00e3o das propriedades ap\u00f3s o desmembramento das mesmas\u201d, disse a coordenadora da assessoria t\u00e9cnica da FAEMG, Aline Veloso.<\/p>\n<p>Minas Gerais apresentou distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1rea mais equilibrada em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil. Verifica-se que, na faixa menor que 20ha, o percentual de estabelecimentos \u00e9 maior no pa\u00eds do que no estado; por\u00e9m, a \u00e1rea ocupada por esses \u00e9 maior em Minas do que no Brasil. J\u00e1, nas duas faixas intermedi\u00e1rias (entre 20 e 200 ha e entre 200 e 2.500 ha), tanto o percentual do n\u00famero de estabelecimentos quanto da \u00e1rea s\u00e3o superiores no estado que no pa\u00eds. Na \u00faltima faixa, que considera os maiores estabelecimentos (acima de 2.500 ha), tanto o percentual do n\u00famero de estabelecimentos quanto da \u00e1rea ocupada s\u00e3o maiores no Brasil do que em Minas.<\/p>\n<p><strong>Utiliza\u00e7\u00e3o de terras<\/strong><\/p>\n<p>51% da \u00e1rea dos estabelecimentos em Minas \u00e9 destinada \u00e0 pastagem, seguida por matas naturais (24,4), lavouras tempor\u00e1rias (10,5%), florestas plantadas (5,1%), lavouras permanentes (4,6%) e outros usos (4,4%).<\/p>\n<p>Destaque para os percentuais de lavouras permanentes e florestas plantadas, que equivalem a mais que o dobro do percentual ocupado por essas atividades no Brasil, em virtude das planta\u00e7\u00f5es de caf\u00e9, frutas e eucalipto no estado. \u201cNossa diversidade produtiva e participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de produtos foi confirmada no indicador utiliza\u00e7\u00e3o da terra. Com os dados finalizados, teremos a identifica\u00e7\u00e3o regionalizada e mais precisa\u201d.<\/p>\n<p><strong>Agrot\u00f3xicos<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00famero de estabelecimentos que relataram que utilizam agrot\u00f3xicos<strong>\u00a0<\/strong>em Minas Gerais aumentou 60%, n\u00famero bem superior ao do Brasil (20%). \u201cEntende-se que o produtor pode estar mais informado sobre o uso de defensivos agr\u00edcolas em Minas Gerais e, a partir da defini\u00e7\u00e3o do seu sistema de produ\u00e7\u00e3o e necessidade de uso, conforme o Censo, 30% dos estabelecimentos\/produtores pesquisados informaram que fizeram o uso\u201d, falou a coordenadora.<\/p>\n<p>No pa\u00eds, em 64% dos estabelecimentos os produtores informaram que n\u00e3o utilizam agrot\u00f3xico. Em Minas este n\u00famero sobe para 70%. \u201cAinda que haja uma tend\u00eancia para produ\u00e7\u00e3o sem a utiliza\u00e7\u00e3o de defensivos, ainda precisamos avan\u00e7ar numa melhor assist\u00eancia t\u00e9cnica e produtos autorizados e mais eficientes. Especificamente para ampliar o conhecimento do produtor\u201d. O Sistema FAEMG, por meio do SENAR, oferece cursos de capacita\u00e7\u00e3o sobre o uso de agrot\u00f3xicos, manejo integrado de pragas e doen\u00e7as (MIP&amp;D) e tamb\u00e9m sobre sistemas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. \u201cO n\u00famero de capacita\u00e7\u00f5es cresceu entre 2006 e 2017, assim como as especificidades dos cursos, possibilitando mais conhecimento ao produtor e dando a ele a possibilidade de escolher seu sistema de produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Internet<\/strong><\/p>\n<p>A alta no n\u00famero de estabelecimentos com acesso \u00e0 internet foi de 1790% no Brasil e de 2114% em Minas Gerais. Enquanto em Minas Gerais 33% dos estabelecimentos declararam ter acesso \u00e0 internet, no Brasil esse percentual \u00e9 28%. \u201cNo per\u00edodo houve a expans\u00e3o das redes de infraestrutura, possibilitando que mais produtores tivessem acesso \u00e0 internet. Ainda assim h\u00e1 defici\u00eancia especialmente por conta da condi\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica em Minas Gerais e os equipamentos s\u00e3o caros para instala\u00e7\u00e3o na propriedade. Assim, o produtor pode ter tido acesso fora de sua propriedade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o e mecaniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O Censo atestou 1,82 milh\u00e3o de pessoas ocupadas nos estabelecimentos<strong>\u00a0<\/strong>do estado. Acompanhando a tend\u00eancia nacional, por\u00e9m com menor intensidade, houve queda de 3,8% ou 71 mil pessoas em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo levantamento. Pelos dados, verifica-se que a gest\u00e3o dos estabelecimentos \u00e9 familiar, com as pessoas ocupadas tendo parentesco com o produtor. \u201cAssim, a\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o rural e sucess\u00e3o familiar s\u00e3o justificadas e importantes, como as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 empreendidas pelo Sistema FAEMG, dente outras institui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><strong>Escolaridade<\/strong><\/p>\n<p>O n\u00edvel dos produtores mineiros<strong>\u00a0<\/strong>mostrou-se mais elevado que a m\u00e9dia nacional. No estado, o percentual com n\u00edvel superior ou mais \u00e9 de 8,54% e, no Brasil, 5,84%. J\u00e1 o percentual daqueles produtores que nunca frequentaram escola \u00e9 de 10,56% no estado e 15,44% no pa\u00eds. \u201cCom as informa\u00e7\u00f5es de escolaridade, mecaniza\u00e7\u00e3o e uso de tratores, dentre outros itens que envolvem tecnologia, pode-se dizer que os produtores mineiros est\u00e3o mais orientados\/propensos a investir e aumentar sua efici\u00eancia produtiva\u201d.<\/p>\n<p><strong>Mulheres\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na dire\u00e7\u00e3o dos estabelecimentos<strong>\u00a0<\/strong>no estado aumentou de 10,8% em 2006 para 14,4% em 2017. \u201cA alta pode ser justificada pela maior inser\u00e7\u00e3o da mulher tamb\u00e9m na agropecu\u00e1ria, atrav\u00e9s de capacita\u00e7\u00e3o, por assumir propriedades em fun\u00e7\u00e3o da perda do c\u00f4njuge, heran\u00e7a ou investimento nas atividades. Pelas experi\u00eancias que acompanhamos, percebe-se uma maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres na gest\u00e3o produtiva e econ\u00f4mica\u201d.<\/p>\n<p><strong>Idade<\/strong><\/p>\n<p>A faixa et\u00e1ria dos produtores rurais<strong>\u00a0<\/strong>apresentou acr\u00e9scimo tanto no Brasil quanto em Minas Gerais. Em 2006, os produtores com mais de 45 anos representavam 67% do total em Minas Gerais e 60% no Brasil. Em 2017, esse n\u00famero passou para 76% em Minas Gerais e 70% no Brasil. \u201cComo nos indicadores demogr\u00e1ficos do pa\u00eds, o campo tamb\u00e9m est\u00e1 envelhecendo. \u00c9 necess\u00e1rio investir cada vez mais em pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es para melhorar a condi\u00e7\u00e3o na \u00e1rea rural e tamb\u00e9m de encarar a propriedade como empresa, fomentando que no futuro, os mais jovens permane\u00e7am ou regressem para as propriedades\u201d, disse a Aline.<\/p>\n<p><strong>\u00c1rea Irrigada<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e1rea mais que dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo censo (aumento de 116%), acr\u00e9scimo bem superior \u00e0 m\u00e9dia nacional (52%). Enquanto representa 3% do total dos estabelecimentos no estado, a \u00e1rea irrigada no Brasil \u00e9 de 2%. \u201cA\u00a0Irriga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma alternativa que reduz a depend\u00eancia das chuvas, permitindo a manuten\u00e7\u00e3o das lavouras e favorecendo o aumento da produtividade\u201d, disse a coordenadora da Assessoria de Meio Ambiente da FAEMG, Ana Paula Mello.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Censo Agro 2017 em Minas Gerais identificou, at\u00e9 o dia 30\/6\/2018, 607,4 mil estabelecimentos agropecu\u00e1rios, alta de 10% em rela\u00e7\u00e3o ao Censo Agro 2006, em uma \u00e1rea total de 37,9 milh\u00f5es de hectares (ha). 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