{"id":217,"date":"2016-03-14T13:20:00","date_gmt":"2016-03-14T16:20:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2016\/03\/14\/caminhos-para-uma-agricultura-4-0"},"modified":"2024-05-12T18:59:16","modified_gmt":"2024-05-12T21:59:16","slug":"caminhos-para-uma-agricultura-4-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/caminhos-para-uma-agricultura-4-0\/","title":{"rendered":"Caminhos para uma agricultura 4.0"},"content":{"rendered":"<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;text-align:center;\"><i><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;\">Em artigo publicado pelo jornal Estado de Minas do \u00faltimo s\u00e1bado (12\/3), o superintendente do INAES, Pierre Vilela, fala sobre os avan\u00e7os da agricultura brasileira em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, e da necessidade de uma pol\u00edtica que acompanhe essa revolu\u00e7\u00e3o em curso nas lavouras.<\/span><\/i><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;text-align:center;\"><i><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;\"><br \/><\/span><\/i><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;text-align:center;\"><i><span style=\"font-family:Arial, sans-serif;font-size:12pt;\"><br \/><\/span><\/i><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>O \u00faltimo F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, realizado em Davos, Su\u00ed\u00e7a, teve entre seus principais temas em discuss\u00e3o a chamada quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial, ou ind\u00fastria 4.0, e seus impactos sobre sociedades, ambiente e economia.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>A ind\u00fastria 4.0 representa novos processos e produtos originados de avan\u00e7os cient\u00edficos de ponta e convergentes, como as info, nano, bio e neuro-cognotecnologias, que t\u00eam aplica\u00e7\u00f5es em praticamente todas as \u00e1reas do conhecimento e setores econ\u00f4micos, inclusive na agricultura. Abrem-se, a partir da\u00ed, in\u00fameras oportunidades (e riscos) para novos processos, produtos e neg\u00f3cios.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Entre as consequ\u00eancias esperadas dessa nova onda de desenvolvimento e conhecimento, discutiram-se muito no f\u00f3rum os impactos negativos para economias e empregos em pa\u00edses mais vulner\u00e1veis ou n\u00e3o preparados para gerar e desenvolver tecnologias pr\u00f3prias. H\u00e1 um grande risco de aumento de assimetrias entre pa\u00edses pobres e ricos ou entre grupos sociais mais preparados e capacitados e aqueles n\u00e3o preparados.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Reconhecendo a agricultura como uma das principais voca\u00e7\u00f5es e atividade econ\u00f4mica primordial desenvolvida no Brasil e, ainda, como importante ferramenta para mitiga\u00e7\u00e3o das assimetrias citadas acima, pergunta-se: o que estamos fazendo para inserir a agricultura brasileira nessa nova onda de desenvolvimento e, assim, manter o status do pa\u00eds no cen\u00e1rio mundial da produ\u00e7\u00e3o de alimentos?<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Considerando-se o hist\u00f3rico de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o (P, D &amp; I) no pa\u00eds, certamente muito pouco. Atualmente, o investimento global em P, D &amp; I aqui gira em torno de 1,5% do PIB, e, PIB em retra\u00e7\u00e3o de 3,5% em 2015 e outros 3% previstos para 2016. Os Estados Unidos investem 16 vezes mais. Considerando-se apenas a pesquisa agr\u00edcola, os EUA investem mais que o dobro do Brasil.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Pelo enfoque da educa\u00e7\u00e3o \u2013 pois precisamos de cientistas de ponta para gerar tecnologias de ponta \u2013, a forma\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos capazes de criar e conduzir projetos de alto n\u00edvel \u00e9 limitada a algumas universidades p\u00fablicas, que disputam entre si parcos recursos para manter suas estruturas e fazer pesquisa. No \u00faltimo ano, em raz\u00e3o da crise econ\u00f4mica, todas ficaram de pires na m\u00e3o para n\u00e3o interromper suas atividades.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Resta-nos o permanente protagonismo da Embrapa, mas que tamb\u00e9m se v\u00ea amea\u00e7ada pelas desventuras da m\u00e1 gest\u00e3o p\u00fablica vivida no pa\u00eds e do corte de investimentos. Algumas importantes pesquisas est\u00e3o em andamento na institui\u00e7\u00e3o, em coopera\u00e7\u00e3o entre v\u00e1rios centros de pesquisa e universidades.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>Podem-se destacar pesquisas nas \u00e1reas de \u00f3tica e fot\u00f4nica (aplica\u00e7\u00f5es da luz, inclusive laser) e biotecnologia, incluindo bionanotecnologia (estudo de materiais nanoestruturados encontrados da natureza) e nanobiotecnologia (objetos nanom\u00e9tricos produzidos pelo homem). Apesar de ainda no campo experimental, essas tecnologias apresentam amplo potencial pr\u00e1tico de aplica\u00e7\u00e3o e boas perspectivas para contribuir em v\u00e1rios aspectos na produ\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o de produtos agropecu\u00e1rios.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><span>O atual perfil dos administradores p\u00fablicos e dos pol\u00edticos brasileiros s\u00f3 nos permite imaginar que, com raras exce\u00e7\u00f5es, infelizmente ficaremos mais uma vez para tr\u00e1s tamb\u00e9m nesses novos campos da ci\u00eancia, como ficamos em outros. Somos atualmente importadores da maior parte da tecnologia de automa\u00e7\u00e3o existente nos campos brasileiros, utilizada em m\u00e1quinas e equipamentos agr\u00edcolas, como nos sistemas de irriga\u00e7\u00e3o ou em tratores e implementos aplicados na agricultura de precis\u00e3o.<\/span><span><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"background:white;margin-bottom:.0001pt;text-align:justify;\"><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;\">                                   <span>Ou enxergamos o in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o da nova onda e fazemos todo o esfor\u00e7o para entrar neste momento, ou ficaremos na posi\u00e7\u00e3o de retardat\u00e1rios e importadores de tecnologias, transferindo para os pa\u00edses-l\u00edderes oportunidades, renda e empregos de qualidade. A pol\u00edtica brasileira precisa urgentemente de mudan\u00e7a, encarando efetivamente e com seriedade educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia como premissas para o crescimento e moderniza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;\"><span><br \/><\/span><\/div>\n<div class=\"MsoNormal\" style=\"margin-bottom:.0001pt;\"><span>Pierre Santos Vilela<br \/>Superintendente do Instituto Ant\u00f4nio Ernesto de Salvo (Inaes &#8211; Sistema FAEMG)<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo publicado pelo jornal Estado de Minas do \u00faltimo s\u00e1bado (12\/3), o superintendente do INAES, Pierre Vilela, fala sobre os avan\u00e7os da agricultura brasileira em pesquisa e inova\u00e7\u00e3o, e da necessidade de uma pol\u00edtica que acompanhe essa revolu\u00e7\u00e3o em curso nas lavouras. 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