{"id":1847,"date":"2017-10-31T08:41:19","date_gmt":"2017-10-31T11:41:19","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/?p=1847"},"modified":"2024-05-12T19:42:54","modified_gmt":"2024-05-12T22:42:54","slug":"o-agronegocio-precisa-de-mais-reconhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/o-agronegocio-precisa-de-mais-reconhecimento\/","title":{"rendered":"\u201cO agroneg\u00f3cio precisa de mais reconhecimento\u201d"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/download.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1848\" data-permalink=\"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/o-agronegocio-precisa-de-mais-reconhecimento\/download-6\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/download.jpg?fit=253%2C199&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"253,199\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"download\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/download.jpg?fit=253%2C199&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/download.jpg?fit=253%2C199&amp;ssl=1\" class=\"alignnone size-full wp-image-1848\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/download.jpg?resize=253%2C199\" alt=\"\" width=\"253\" height=\"199\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div>Roberto Sim\u00f5es, eleito Personalidade do Ano pelo XIX Pr\u00eamio Minas \u2013 Desempenho Empresarial, \u00e9 um dos nomes fundamentais para o desenvolvimento do agroneg\u00f3cio mineiro. Presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de Minas Gerais (<strong>FAEMG<\/strong>) desde 2005 e rec\u00e9m-eleito para mais um mandato, \u00e9 produtor rural, engenheiro agr\u00f4nomo, mestre em Economia Rural (UFV) e vice-presidente da CNA (Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil).<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O agroneg\u00f3cio encerrou o ano passado com um crescimento de 8,2% no PIB, comparado com 2015, gra\u00e7as, entre outros fatores, \u00e0 safra recorde de gr\u00e3o e caf\u00e9, al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de alguns produtos, como o milho. O PIB do agroneg\u00f3cio de Minas Gerais tamb\u00e9m foi positivo e aumentou a participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o do resultado nacional para 13,84%, ante os 13,36% registrados no ano anterior. Os dados s\u00e3o do Relat\u00f3rio PIB Agro &#8211; Minas Gerais, publicado pelo Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), com o apoio financeiro da Seapa (Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento de Minas Gerais) e apoio operacional e t\u00e9cnico da Faemg e Senar Minas.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os n\u00fameros s\u00e3o positivos, mas os desafios tamb\u00e9m s\u00e3o muitos. O setor ainda \u00e9 pouco reconhecido, na vis\u00e3o do presidente, e enfrenta dificuldades relacionadas \u00e0 m\u00e3o de obra, gest\u00e3o, custos operacionais, licenciamento e log\u00edstica. Mas ele garante: \u201cSomos um setor de sucesso. Temos passado, presente e futuro. Mas tamb\u00e9m muito trabalho, porque existem lacunas ainda a serem resolvidas, que preencheremos com tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. A competitividade \u00e9 grande, por isso devemos ter efici\u00eancia e produtividade\u201d, revela. Nesta entrevista a MercadoComum, ele fala sobre este e outros assuntos. Confira abaixo.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>O senhor \u00e9 dono de uma longa trajet\u00f3ria e respons\u00e1vel por relevantes servi\u00e7os prestados ao agroneg\u00f3cio mineiro e brasileiro, merecedor de diversas homenagens como esta, de MercadoComum. Quais conquistas o senhor destacaria neste percurso mais recente, \u00e0 frente do Sistema Faemg?\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 realmente uma caminhada longa. Iniciei minha trajet\u00f3ria na Faemg como t\u00e9cnico do Departamento Econ\u00f4mico, como era chamado, e, em 1990, fui convidado pelo ent\u00e3o presidente, Gilman Viana, a assumir uma diretoria executiva. Estive ao lado dele durante todo o per\u00edodo de cinco mandatos e, a partir de determinado per\u00edodo, acumulando a Superintend\u00eancia do Senar, onde fiquei por 11 anos. N\u00f3s praticamente montamos essa nova entidade, que havia sido criada h\u00e1 pouco tempo e evoluiu tanto. Hoje eu reputo o Senar como um dos melhores deste pa\u00eds \u2013 sen\u00e3o o melhor -, com todos os seus avan\u00e7os, ofertas, treinamento de mais de 200 mil pessoas por ano. O Senar \u00e9 ainda o \u00fanico do pais a ter a ISO 9001 [que atesta a qualidade dos cursos oferecidos pela entidade].<\/div>\n<div>A Federa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m mudou radicalmente e somos capazes de atender uma demanda extraordin\u00e1ria. Criamos o Instituto Ant\u00f4nio Ernesto de Salvo [INAES], \u00e1rea de estudos, com a oferta de treinamentos e com o objetivo de garantir que a gest\u00e3o seja a melhor poss\u00edvel nos sindicatos, para atender cada vez melhor os nossos associados, os produtores rurais.<\/div>\n<div>\u00c9 curioso notar que a opini\u00e3o geral \u00e9 a Faemg \u00e9 formada por uma elite, que \u00e9 rica, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. A maioria dos nossos associados \u00e9 de m\u00e9dio para pequeno porte &#8211; mais de 70% deste quadro. Ent\u00e3o precisamos nos ater a muitos problemas, pois este p\u00fablico est\u00e1 em uma parte mais sens\u00edvel do agroneg\u00f3cio, que at\u00e9 ent\u00e3o contava com poucas iniciativas ou, sequer, programas de cr\u00e9dito. Precisamos ent\u00e3o ajudar e apoiar estes produtores.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>O senhor est\u00e1 \u00e0 frente do Sistema Faemg desde 2005 e, agora, foi reeleito para mais um mandato, destacando que investir\u00e1 em novos projetos de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia. Esta ser\u00e1 a prioridade do seu mandato?\u00a0<\/strong><\/div>\n<div>\u00c9 um desafio tremendo, porque esta \u00e9 uma \u00e9poca de mudan\u00e7as radicais \u2013 algumas j\u00e1 concretas e outras que acontecer\u00e3o com mais ainda mais intensidade e rapidez. Chega um momento em que a informatiza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma urg\u00eancia em nossa vida, inclusive no ambiente rural. Uma das iniciativas previstas \u00e9 o lan\u00e7amento do nosso programa de startups do meio rural visando, justamente, atrair a juventude para o sistema. No Senar, temos o Programa Sucess\u00e3o no Campo e estamos trabalhando com as fam\u00edlias, os sucessores e os que ser\u00e3o sucedidos; na Faemg, h\u00e1 o Programa Novas Lideran\u00e7as. S\u00e3o iniciativas muito importantes para que haja moderniza\u00e7\u00e3o. Agora precisaremos ser ainda mais criativos, uma vez que n\u00e3o h\u00e1 mais a contribui\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria. Com isso estamos trabalhando no desenvolvimento de novos projetos, novos servi\u00e7os, a fim de contribuir com nossa manuten\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>Temos todo um per\u00edodo pela frente para desenvolver e trabalhar com sustentabilidade, pois n\u00e3o \u00e9 mais permitido pensar de outra forma, apesar de todas as implica\u00e7\u00f5es, custos e da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, muitas vezes dotada de tanta burocracia e dificuldades que afastam os investidores do Estado. Modernizar as regras \u00e9 importante para poder melhorar nossas condi\u00e7\u00f5es. A tarefa de mudar este cen\u00e1rio \u00e9 muito grande, mas estamos dispostos. E \u00e9 preciso haver um engajamento de todos nesta causa.<\/div>\n<div>Lutamos por um processo de simplifica\u00e7\u00e3o destas licen\u00e7as. Se fosse feito desta maneira e se, por um ato declarat\u00f3rio, o produtor declarasse que tem pouca ou nenhuma capacidade de influenciar negativamente o meio ambiente, ele obteria o licenciamento imediato. Isso resolveria 85% dos problemas. Hoje, temos processos de tr\u00eas anos, ou mais, para uso da \u00e1gua.\u00a0 Hoje, a OCDE [Organiza\u00e7\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico] est\u00e1 for\u00e7ando para aumentar os custos de irriga\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e de energia. O que significa isso? Tirar a nossa competitividade.<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div><strong>Apesar de todas as dificuldades, o agroneg\u00f3cio segue com uma trajet\u00f3ria positiva, com boa participa\u00e7\u00e3o no PIB mineiro e brasileiro. Como manter este cen\u00e1rio?<\/strong><\/div>\n<div>Este \u00e9 um setor que vem ajudando o Brasil desde tempos imemoriais. Quem industrializou o pa\u00eds foi o caf\u00e9. De l\u00e1 para c\u00e1, mantivemos uma intensa participa\u00e7\u00e3o no PIB, na balan\u00e7a de pagamentos, mas ainda n\u00e3o temos o reconhecimento adequado para o volume de servi\u00e7os que prestamos. Estamos tentando mudar esse cen\u00e1rio, esclarecendo, fazendo campanhas, levando informa\u00e7\u00f5es da Embrapa para a popula\u00e7\u00e3o. Por exemplo, dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram que o Brasil preserva mais de 66% da vegeta\u00e7\u00e3o, mesmo sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Nossas reservas s\u00e3o maiores do que as exigidas por lei, que pede a preserva\u00e7\u00e3o de 20% &#8211; n\u00f3s temos 33%.<\/div>\n<div>Acredito que o Censo Agropecu\u00e1rio dar\u00e1 a sua contribui\u00e7\u00e3o no sentido de nos permitir conhecer a fundo o setor, que tanto faz pelo pa\u00eds e ainda sofre com pouco reconhecimento. Para se ter ideia disso: os \u00faltimos dados que conhecemos datam de 2006. A agricultura tem uma din\u00e2mica e uma velocidade muito diferentes do que era naquela \u00e9poca. Felizmente, agora ser\u00e1 poss\u00edvel fazer este levantamento, embora com restri\u00e7\u00f5es e redu\u00e7\u00e3o de verba. Mas, pelo menos, teremos agora dados mais atuais e informa\u00e7\u00f5es modernas sobre este setor t\u00e3o importante. Minas Gerais produz entre cerca de 52% do caf\u00e9 nacional. Se fosse um pa\u00eds, seria o maior produtor mundial. Mas sequer sabemos quantos p\u00e9s de caf\u00e9 existem no Estado.<\/div>\n<div>Mas somos obstinados em crescer. A nossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 essa. O Brasil vai continuar sendo um player mundial, Minas tamb\u00e9m. Nosso setor \u00e9 forte, vocacionado e vamos continuar nesta marcha, a despeito de todos os problemas de infraestrutura que tamb\u00e9m enfrentamos, como log\u00edstica de portos e de estradas, que geram tantas perdas e desperd\u00edcio de produ\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>\u00c9 importante observar a import\u00e2ncia da iniciativa privada nesse pa\u00eds. Apesar de tudo o que est\u00e1 acontecendo, as curvas de crescimento est\u00e3o virando para cima, mesmo que estejam com uma lentid\u00e3o maior do que esper\u00e1vamos. Se houvesse uma boa gest\u00e3o, ser\u00edamos um pa\u00eds de grande respeito e desenvolvimento, porque temos recursos, iniciativa forte, produ\u00e7\u00e3o diversificada e gente capaz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores de MercadoComum?<\/strong><\/div>\n<div>Digo que n\u00e3o \u00e9 preciso temer a respeito do agroneg\u00f3cio. Este \u00e9 um setor obstinado, com uma voca\u00e7\u00e3o natural. \u00c9 um setor que tem compet\u00eancia, competitividade e que continuar\u00e1 fazendo o seu papel, ajudando sempre o pa\u00eds a crescer e a alimentar este mundo.<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<div>Fonte: Mercado Comum<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roberto Sim\u00f5es, eleito Personalidade do Ano pelo XIX Pr\u00eamio Minas \u2013 Desempenho Empresarial, \u00e9 um dos nomes fundamentais para o desenvolvimento do agroneg\u00f3cio mineiro. 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