{"id":1693,"date":"2017-05-21T11:34:53","date_gmt":"2017-05-21T14:34:53","guid":{"rendered":"http:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/?p=1693"},"modified":"2024-05-12T19:45:30","modified_gmt":"2024-05-12T22:45:30","slug":"dividas-seca-burocracia-e-queda-nos-precos-assombram-produtores-mineiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/dividas-seca-burocracia-e-queda-nos-precos-assombram-produtores-mineiros\/","title":{"rendered":"D\u00edvidas, seca, burocracia e queda nos pre\u00e7os assombram produtores mineiros"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/AO-9606.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1694\" data-permalink=\"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/dividas-seca-burocracia-e-queda-nos-precos-assombram-produtores-mineiros\/protudor-de-hortalicas-familia-frohlic-em-santa-maria-do-herval\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/AO-9606.jpg?fit=1500%2C1000&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1500,1000\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;10&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;Albino Oliveira&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;Canon EOS 5D Mark III&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;2014mai17 - 14h Protudor de Hortali\\u00e7as Familia Frohlic em santa maria do Herval RS. 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Foram cerca de R$ 113 bilh\u00f5es de um total de R$ 204 bilh\u00f5es. Mas, este ano, o cen\u00e1rio \u00e9 desanimador para pequenos horticultores do Sul e Norte de Minas, especialmente os que se dedicam ao cultivo de batata, morango, br\u00f3colis e chuchu, entre outros produtos. O temor \u00e9 de uma quebradeira geral.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Entre os problemas listados pelos produtores est\u00e3o endividamento, burocracia dos bancos, descapitaliza\u00e7\u00e3o, falta de assist\u00eancia t\u00e9cnica, infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o e condi\u00e7\u00f5es sociais prec\u00e1rias, aus\u00eancia de planejamento que garanta pre\u00e7os m\u00ednimos e mercado consumidor e de seguro em caso de perda da safra.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No Sul, o pre\u00e7o m\u00e9dio da saca da batata despencou de R$ 126,88, em abril de 2016, para R$ 41,58, em igual m\u00eas deste ano. Em dezembro, baixou a R$ 24,91.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cO pre\u00e7o chegou ao \u00e1pice em junho do ano passado, quando bateu em R$ 153,81. De l\u00e1 para c\u00e1, a m\u00e9dia s\u00f3 caiu, pois outras regi\u00f5es de Minas e de outros estados tamb\u00e9m produziram batata demais\u201d, diz a coordenadora da assessoria t\u00e9cnica da <strong>FAEMG<\/strong>, Aline Veloso. Com isso, os custos da produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram cobertos pelos valores pagos pelo mercado.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Produtores do Norte tamb\u00e9m amargam preju\u00edzos por causa da seca. De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montes Claros, Renato Marcelo Rocha, a produ\u00e7\u00e3o de verduras e folhosos caiu entre 30% e 40% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2016.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cA situa\u00e7\u00e3o dos 128 associados \u00e9 de pen\u00faria\u201d, lamenta. Ele conta que, em mar\u00e7o de 2016, a caixa de 12 quilos do chuchu ficou entre R$ 30 e R$ 40. Em mar\u00e7o deste ano, despencou para entre R$ 8 e R$ 15. Hoje, est\u00e1 na casa de R$ 10 a R$ 12. \u201cA produ\u00e7\u00e3o caiu. Temos problemas com pragas e doen\u00e7as\u201d, disse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Produtores recorrem a po\u00e7os artesianos e perfuram mais de 150 metros para achar 3 mil litros de \u00e1gua por hora. \u201cQuando acham, comemoram como pr\u00eamio da Mega-Sena\u201d, compara Renato. \u201cAs pessoas consomem menos por causa da crise. Mercados, sacol\u00f5es e feiras livres n\u00e3o compram mais como antes e 90% dos produtores n\u00e3o conseguem quitar d\u00edvidas com bancos\u201d, disse.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Em Pouso Alegre, no Sul, morangueiros foram prejudicados com o atraso na libera\u00e7\u00e3o do financiamento do Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar). \u201cO governo federal n\u00e3o soltou a verba de imediato para a lavoura irrigada. Venceu em novembro e s\u00f3 fomos receber o dinheiro no final de janeiro e come\u00e7o de fevereiro. Muitos tomaram dinheiro emprestado com juros superiores a 2% ao m\u00eas, sendo que do Pronaf o juro \u00e9 de 4,5% ao ano\u201d, reclama o presidente da Coompa (Cooperativa dos Morangueiros Pantanenses de Pouso Alegre), Valter Rog\u00e9rio de Faria.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Semana passada, associa\u00e7\u00f5es e cooperativas de produtores de batata, morango e de br\u00f3colis do Sul de Minas deram um grito de socorro em audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da ALMG. Pediram ao poder p\u00fablico que intervenha a tempo de evitar uma fal\u00eancia generalizada.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo o deputado Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), s\u00f3 a cultura do morango re\u00fane mais de 17 mil produtores no Sul. \u201cCada cultura tem seu drama particular. O pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 4 da caixa de morango n\u00e3o cobre os custos de produ\u00e7\u00e3o. Problema semelhante \u00e9 enfrentado pelos produtores de batata, cujo pre\u00e7o m\u00e9dio caiu absurdamente nesta safra. J\u00e1 o que restou da produ\u00e7\u00e3o de br\u00f3colis, ap\u00f3s os efeitos nocivos de uma superprodu\u00e7\u00e3o, teve quase perda total em fun\u00e7\u00e3o das chuvas\u201d, afirmou.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><strong>Agricultores familiares s\u00e3o os mais prejudicados pelas perdas<\/strong><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Batata, morango e br\u00f3colis correspondem a cerca de R$ 6 bilh\u00f5es do PIB mineiro da agricultura, segundo a Emater (Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural do Estado de Minas Gerais), mas o impacto social da trag\u00e9dia que se avizinha para os produtores n\u00e3o pode ser avaliado apenas por essas cifras, j\u00e1 que a maior parte deles s\u00e3o agricultores familiares.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Aline Veloso, da Faemg, bataticultores tiveram dificuldade na produ\u00e7\u00e3o por quest\u00f5es clim\u00e1ticas, especialmente na primeira safra, a \u201csafra das \u00e1guas\u201d, e houve queda na qualidade da produ\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cNesse sentido, os pre\u00e7os foram valorizados \u00e0quela \u00e9poca, especialmente a parte da produ\u00e7\u00e3o que estava com melhor qualidade\u201d, disse a assessora t\u00e9cnica da <strong>FAEMG<\/strong>.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1695\" data-permalink=\"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/dividas-seca-burocracia-e-queda-nos-precos-assombram-produtores-mineiros\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?fit=600%2C528&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"600,528\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?fit=300%2C264&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?fit=600%2C528&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-1695 aligncenter\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1-300x264.jpg?resize=300%2C264\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?resize=300%2C264&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?resize=260%2C229&amp;ssl=1 260w, https:\/\/i2.wp.com\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-content\/uploads\/2017\/05\/os-tipos-de-agricultura-na-america-latina-1.jpg?w=600&amp;ssl=1 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Os pre\u00e7os pagos pelo mercado incentivaram n\u00e3o apenas os bataticultores do Sul a investir, mas tamb\u00e9m os do Alto Parana\u00edba, do Tri\u00e2ngulo Mineiro e outros estados. Com o excesso na oferta, o resultado foi a queda significativa dos pre\u00e7os da batata nos \u00faltimos meses de 2016.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cOs pre\u00e7os tamb\u00e9m ca\u00edram em outros estados, ao passo que a produ\u00e7\u00e3o cresceu na segunda e na terceira safra, pois as batatas j\u00e1 tinham sido plantadas. Desde o in\u00edcio de 2017, observa-se queda nos pre\u00e7os do produto por conta do aumento da produ\u00e7\u00e3o. O mercado est\u00e1 abastecido, tanto em Minas quanto em outros estados\u201d, diz Aline. \u201cCom o maior controle da oferta, as cota\u00e7\u00f5es se elevaram nos \u00faltimos dias do m\u00eas passado trazendo certo al\u00edvio\u201d, afirma.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>J\u00e1 a falta de chuva em 2014 afetou a produ\u00e7\u00e3o de morangos em 2016, segundo o presidente da Coompa. \u201cA Associa\u00e7\u00e3o dos Morangueiros de Estiva e a cooperativa de Senador Amaral est\u00e3o tendo preju\u00edzo h\u00e1 mais tr\u00eas anos\u201d, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A recomenda\u00e7\u00e3o de Aline para os endividados \u00e9 lan\u00e7ar m\u00e3o do item 269 do Manual de Cr\u00e9dito Rural, do Banco Central do Brasil (MCR-269), para renegocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida. \u201cEles devem levar um laudo t\u00e9cnico informando a perda. \u00c9 importante protocolar esse pedido junto \u00e0 institui\u00e7\u00e3o financeira onde ele contratou o cr\u00e9dito rural\u201d, diz.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jornal Hoje em Dia<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A agricultura foi respons\u00e1vel por mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) do agroneg\u00f3cio mineiro no ano passado. 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