{"id":143,"date":"2016-07-04T15:22:00","date_gmt":"2016-07-04T18:22:00","guid":{"rendered":"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.wordpress.com\/2016\/07\/04\/leite-precos-subiram-ate-30-neste-ano"},"modified":"2024-05-12T19:46:19","modified_gmt":"2024-05-12T22:46:19","slug":"leite-precos-subiram-ate-30-neste-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/leite-precos-subiram-ate-30-neste-ano\/","title":{"rendered":"Leite: pre\u00e7os subiram at\u00e9 30% neste ano"},"content":{"rendered":"<div class=\"cssNoticiaConteudo\">\n<div class=\"cssNoticiaResumo\" style=\"color:#333333;float:left;font-size:14px;line-height:18px;margin:6px 0;width:555.75px;\">\n<div class=\"separator\" style=\"clear:both;text-align:center;\"><a href=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2016\/07\/bcc5e-00leite02.jpg?w=1170\" style=\"margin-left:1em;margin-right:1em;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"https:\/\/sindicatoruralcaxambu.files.wordpress.com\/2016\/07\/bcc5e-00leite02.jpg?w=1170\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O aumento do pre\u00e7o do leite nas g\u00f4ndolas dos supermercados mineiros, algo em torno de 25% a 30%, em m\u00e9dia, desde o come\u00e7o de 2016, foi provocado por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que se estendem desde o ano passado, incluindo o encarecimento dos custos para o produtor, menos investimento nos campos, menor produ\u00e7\u00e3o, ociosidade na ind\u00fastria de latic\u00ednios e supermercados espremidos entre a manuten\u00e7\u00e3o da demanda e a escassez da oferta. Resultado: leite caro de ponta a ponta.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Desde maio do ano passado os custos aumentaram mais do que o pre\u00e7o recebido pelo litro, o que descapitalizou o produtor e fez os investimentos recuarem e a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m. \u201c\u00c9 um efeito cascata\u201d, afirmou o analista de agroneg\u00f3cios da\u00a0<strong>FAEMG<\/strong>, Wallisson Fonseca.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Segundo ele, a capta\u00e7\u00e3o de leite em Minas entre janeiro e maio reduziu 5% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do exerc\u00edcio passado. Al\u00e9m disso, de maio de 2015 at\u00e9 o mesmo m\u00eas deste ano, os custos para o produtor aumentaram 26% enquanto o pre\u00e7o recebido pelo litro de leite cresceu apenas 14%. \u201cO produtor n\u00e3o tem mais margem para investir. Ele est\u00e1 praticamente custeando sua produ\u00e7\u00e3o, mas aumentar \u00e9 invi\u00e1vel porque a conta n\u00e3o fecha\u201d, lamentou Fonseca.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Entre esses custos, o que mais contribuiu para encarecer a produ\u00e7\u00e3o foi a alimenta\u00e7\u00e3o do rebanho, que, junto com a m\u00e3o de obra, representa pelo menos 50% dos custos da atividade nos campos. Um dos principais insumos para a ra\u00e7\u00e3o animal \u00e9 o milho, que teve metade da segunda safra em Minas comprometida devido \u00e0 seca. Com isso, o pre\u00e7o do gr\u00e3o disparou e aumentou 210% de maio de 2015 at\u00e9 maio deste ano.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Se nos campos os custos est\u00e3o altos e o produtor descapitalizado, com margens enxutas e menor capta\u00e7\u00e3o, isso tamb\u00e9m refletiu na ind\u00fastria de latic\u00ednios, que atualmente trabalha com 30% a 40% de ociosidade, conforme destacou o presidente do Silemg (Sindicato das Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios de Minas Gerais), Jo\u00e3o L\u00facio Barreto Carneiro.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\"><strong>Ind\u00fastria<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O representante da ind\u00fastria mineira de latic\u00ednios explicou que o pre\u00e7o do leite, de 2015 para c\u00e1, n\u00e3o estava remunerando nem o produtor e nem a ind\u00fastria devido aos elevados custos de produ\u00e7\u00e3o no ch\u00e3o de f\u00e1brica. Neste ano, com recuo na capta\u00e7\u00e3o, os custos continuaram aumentando e a situa\u00e7\u00e3o piorou.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u201cO setor l\u00e1cteo vem sofrendo nos \u00faltimos anos e isso piorou com a crise econ\u00f4mica nacional e o aumento dos custos, deixando muitas empresas com dificuldades financeiras. A ind\u00fastria n\u00e3o conseguiu repassar integralmente para o mercado esse aumento e v\u00e1rias empresas trabalham no vermelho. Al\u00e9m disso, os bancos est\u00e3o limitando o cr\u00e9dito para capital de giro\u201d, argumentou.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Nas g\u00f4ndolas dos supermercados do Estado, o leite s\u00f3 este ano subiu em m\u00e9dia de 25% a 30%. Em outras palavras, o consumidor mineiro est\u00e1 pagando at\u00e9 30% mais no litro de leite desde que come\u00e7ou 2016, nas contas da Amis (Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Supermercados).<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u201cTemos redu\u00e7\u00e3o na oferta, com o fornecedor repassando o leite mais caro e a demanda se manteve. \u00c9 claro que ajustamos os pre\u00e7os, a cada semana temos uma surpresa, mas n\u00e3o houve altera\u00e7\u00f5es para cima nas margens\u201d, pontuou o superintendente da Amis, Ant\u00f4nio Claret Nametala.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O superintendente explicou que, para tentar driblar os pre\u00e7os altos cobrados dos fornecedores, os supermercados mineiros adotaram a estrat\u00e9gia de reduzir o espa\u00e7o entre as compras de leite. Dessa forma, as lojas trabalham com estoques menores, mas t\u00eam chance de comprar o produto a pre\u00e7os menores considerando as varia\u00e7\u00f5es de uma semana para outra, por exemplo. \u201cEste aumento de pre\u00e7os do leite veio em um momento ruim para os supermercadistas e para o consumidor, mas foge ao nosso controle\u201d, concluiu.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\"><strong>Tend\u00eancia \u00e9 de novos aumentos<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O pre\u00e7o do leite UHT atingiu, em junho, o maior patamar real da s\u00e9rie do Cepea (Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada), da Esalq\/USP, iniciada em 2010, com os valores deflacionados pelo IPCA de maio de 2016. O derivado negociado no mercado atacadista do estado de S\u00e3o Paulo teve m\u00e9dia de R$ 3,6476\/litro, 24,1% superior \u00e0 de maio de 2016. Neste ano, a valoriza\u00e7\u00e3o acumulada \u00e9 de expressivos 58,5%. Outros l\u00e1cteos acompanhados pelo Cepea tamb\u00e9m seguem essa tend\u00eancia. O queijo mu\u00e7arela teve m\u00e9dia de R$ 18,31\/kg em junho, com alta de 14,08% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e de 29,8% no ano.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O impulso vem da baixa oferta de leite no campo, que mant\u00e9m acirrada a disputa entre latic\u00ednios pela mat\u00e9ria-prima. A menor disponibilidade se deve, especialmente, ao per\u00edodo de entressafra e aos elevados custos de produ\u00e7\u00e3o, que desestimularam muitos produtores. Em junho, o pre\u00e7o do leite pago ao produtor subiu em todos os estados acompanhados pelo Cepea.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Na \u201cm\u00e9dia Brasil\u201d, que pondera o valor pelo volume captado nos estados da Bahia, Goi\u00e1s, Minas Geais, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e S\u00e3o Paulo, o pre\u00e7o m\u00e9dio do leite ao produtor em junho foi de R$ 1,2165\/litro (sem frete e impostos), registrando alta de 5,14% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior e 18% maior que o de junho de 2015, em temos reais. O pre\u00e7o bruto m\u00e9dio (com frete em impostos) foi de R$ 1,3276\/litro, aumento real de 18% frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O aumento na m\u00e9dia nacional em junho foi influenciado, principalmente, pelas eleva\u00e7\u00f5es de 6% no pre\u00e7o de Santa Catarina e de 5,77% em Minas Gerais. As m\u00e9dias l\u00edquidas foram de R$ 1,2474\/litro no estado catarinense e de R$ 1,2636\/litro no mineiro.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">O \u00cdndice de Capta\u00e7\u00e3o de Leite do Cepea (IcapL\/Cepea) teve queda de 1,63% em maio, considerando-se os sete estados que comp\u00f5em a \u201cm\u00e9dia Brasil\u201d. A Bahia registrou a maior queda na capta\u00e7\u00e3o, de 6,87%, seguida por Goi\u00e1s (-3,37%), Minas Gerais (-2,62%), S\u00e3o Paulo (-2,09%), Santa Catarina (-0,8%) e Paran\u00e1 (-0,3%). Rio Grande do Sul foi o \u00fanico estado que registrou ligeira melhora na capta\u00e7\u00e3o em maio, de 0,73%. Para os pr\u00f3ximos meses, a capta\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar a se recuperar no Sul, devido \u00e0s forragens de inverno e ao per\u00edodo de safra que come\u00e7a um pouco antes nessa regi\u00e3o.<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align:justify;\">Nesse cen\u00e1rio, a concorr\u00eancia para capta\u00e7\u00e3o por parte das ind\u00fastrias de derivados l\u00e1cteos deve seguir acirrada, mantendo os pre\u00e7os do leite em alta. Dos agentes entrevistados pelo Cepea, 97,8% (que representam 99,5% do volume amostrado) acreditam em nova alta nos pre\u00e7os do leite em julho, enquanto o restante (2,2%, que representam 0,5% do volume) acredita em estabilidade nas cota\u00e7\u00f5es \u2013 frente ao m\u00eas passado, houve diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de colaboradores que estima estabilidade nos valores. Nenhum dos colaboradores consultados estima queda de pre\u00e7os em julho. O levantamento de pre\u00e7os pago ao produtor do Cepea \u00e9 mensal e conta com apoio financeiro da OCB (Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas Brasileiras).\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"cphDefault_pnlTags\">\n<div class=\"tag-link\" style=\"border-top-color:rgb(221,221,221);border-top-style:dotted;border-top-width:1px;clear:both;margin:10px 0;overflow:hidden;\">\n<div>tags<\/div>\n<ul style=\"float:left;list-style:none;margin:0;padding:0;width:529px;\">\n<li style=\"background:rgb(225,242,229);display:inline-block;font-size:13px;line-height:18px;list-style:none;margin-right:3px;margin-top:8px;word-spacing:3px;\"><a href=\"http:\/\/www.sistemafaemg.org.br\/Search.aspx?tag=Leite\" style=\"border:0;color:#73a075;display:block;font-weight:700;outline:0;padding:3px 7px;text-decoration:none;\">Leite<\/a><\/li>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<li style=\"background:rgb(225,242,229);display:inline-block;font-size:13px;line-height:18px;list-style:none;margin-right:3px;margin-top:8px;word-spacing:3px;\"><a href=\"http:\/\/www.sistemafaemg.org.br\/Search.aspx?tag=Pecu%C3%A1ria%20de%20Leite\" style=\"border:0;color:#73a075;display:block;font-weight:700;outline:0;padding:3px 7px;text-decoration:none;\">Pecu\u00e1ria de Leite<\/a><\/li>\n<p>\u00a0 <\/p>\n<li style=\"background:rgb(225,242,229);display:inline-block;font-size:13px;line-height:18px;list-style:none;margin-right:3px;margin-top:8px;word-spacing:3px;\"><a href=\"http:\/\/www.sistemafaemg.org.br\/Search.aspx?tag=FAEMG\" style=\"border:0;color:#73a075;display:block;font-weight:700;outline:0;padding:3px 7px;text-decoration:none;\">F<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento do pre\u00e7o do leite nas g\u00f4ndolas dos supermercados mineiros, algo em torno de 25% a 30%, em m\u00e9dia, desde o come\u00e7o de 2016, foi provocado por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores que se estendem desde o ano passado, incluindo o encarecimento dos custos para o produtor, menos investimento nos campos, menor produ\u00e7\u00e3o, ociosidade na [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"content-type":"","sharing_disabled":false,"spay_email":"","footnotes":"","jetpack_publicize_message":""},"categories":[113,110],"tags":[],"class_list":{"0":"post-143","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-economia-e-mercado","7":"category-noticias-e-imprensa"},"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p8DxRv-2j","jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5017,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143\/revisions\/5017"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindicatoruraldecaxambu.com.br\/1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}