NOSSA HISTÓRIA

Pessoas visionárias que, sentindo a  necessidade de se fortalecerem e, enxergando como única forma para isso, a união, reuniram-se às 13:00 h do dia 19 de agosto de 1973, no salão social da Sociedade Rural do Sul de Minas, no Parque de Exposições Daniel de Carvalho, nesta cidade de Caxambu. Estavam presentes, dentre outros, os srs.  José Márcio de Carvalho Leite, que presidiu a sessão e convidou para secretariar os trabalhos de fundação do Sindicato Rural Aluízio Maciel Pereira e Nelson dos Reis Meirelles e, ainda fazendo parte da mesa diretora, Dr. Caio Ruy Martins de Almeida, prefeito de Caxambu, dr. Wanderley Pereira Costa, prefeito de Soledade de Minas e Odilon Alves Pereira, representante da CODEVALE.

Na ocasião foi lido o Edital de Convocação, que convidava proprietários rurais, produtores, cultivadores e demais exercentes de atividades agrícolas, residentes nos municípios de Caxambu e Soledade de Minas para se reunirem em Assembléia Geral, para deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:
– Fundação do Sindicato Rural com base territorial nos municípios de     Caxambu e   Soledade de Minas;
– Eleição de uma diretoria provisória e,
– Aprovação do Estatuto.
Como a assembléia respondeu afirmativamente pela criação do sindicato, discutiu-se o estatuto e depois de aprovado foi eleita a nova diretoria provisória, composta das seguintes pessoas: Presidente: Antonio Teixeira; Secretário: Aluízio Maciel Pereira e Tesoureiro: Paulo Martins Paiva.
Foram proferidos alguns discursos pelas autoridades presentes que, em uníssono, comentaram a importância e o momento histórico que estavam vivendo.
Em 31 de dezembro de 1973 foi outorgada pelo Ministro do Trabalho e Previdência Social, Sr. Júlio Barata, a Carta Sindical, aprovando o estatuto social e reconhecendo o Sindicato Rural como órgão representativo das categorias econômicas integrantes dos grupos do plano da Confederação Nacional da Agricultura. A população rural à época era de 926 habitantes.
Dia primeiro de maio de 1974, a diretoria interina convocou uma reunião para a posse dos membros da nova equipe que dirigiria os trabalhos do sindicato pelos próximos três anos. Foram eleitos, por voto secreto, como presidente René Nunes Meirelles, Secretário: Paulo Martins Paiva, Tesoureiro: José Penha Nunes, Conselho Fiscal: Gabriel Pinto R. Filho, Sílvio Mancilha dos Santos, José Domingos Caetano e delegados representantes René Nunes Meirelles e José Márcio Carvalho Leite.
Daí por diante os trabalhos começaram “a toque de caixa” já que os 52 membros do sindicato buscavam ações e decisões que melhorassem suas condições de trabalho e desenvolvimento.
Já em dezembro de 1974, instalado em seu primeiro endereço, à Rua Dr. Viotti, 118 (antiga Casa Virgo Potens), foi assinado o convênio entre o FUNRURAL e o Sindicato para doação de diversos itens para o atendimento ambulatorial, que a partir de então seria oferecidos aos associados, a saber: aparelho de pressão, bisturi elétrico portátil, cama hospitalar, estetoscópio, estufa para esterilização, suporte para soro, escadinha de dois degraus,  dentre outros.  Esse convênio também cobria a prestação de serviços de saúde aos beneficiários do Pró-Rural. Foi assinado, então, contrato de trabalho entre o Sindicato Rural e o dr. Hélio Vilela Mancilha para prestação de assistência médica.
Como ainda não era possível  o funcionamento do ambulatório, por falta de espaço,  foi feito novo convênio com a Casa de Caridade São Vicente de Paulo e o FUNRURAL para atendimento de produtores rurais, trabalhadores e familiares.
No mês de abril e junho do mesmo ano mais doações foram conseguidas. Grandes conquistas iam sendo feitas pela equipe aguerrida que compunha a diretoria do sindicato e, principalmente, pelo espírito empreendedor e lutador de seu presidente. Incansável na busca dos objetivos que levaram a fundação desse órgão, o sr. René Nunes Meirelles se esmerava em contatos com pessoas, inclusive políticos, que pudessem ajudá-lo a alcançar melhorias para sua gente. Em junho de 1975, através do deputado José Bonifácio, foi estendida a base territorial do Sindicato de Caxambu ao município de Soledade de Minas. Maior a área de atuação, mais trabalho e mais responsabilidades.
Em janeiro de 1976, finalmente, foi alugada outra parte do prédio da Casa Virgo Potens para funcionamento do ambulatório onde passaram a ser prestados serviços de assistência médica, dentária e quando possível, farmacêutica aos beneficiários do FUNRURAL
Em março de 1976, novo médico, dr. Arthur de Barros também foi contratado para prestação de serviços no ambulatório.
Em 30 de março de 1977 foi feita eleição, de chapa única,  para a nova diretoria a ser empossada em primeiro de maio. Nessa época, o sindicato rural já contava com 52 membros. 46 compareceram à votação.  Sr. René Nunes Meirelles, seu secretário Paulo Martins Paiva, tesoureiro José Penha Nunes e demais membros, foram reeleitos por 45 votos. Sinal de que os trabalhos estavam no rumo certo.
Na posse dessa nova diretoria, além da prestação de contas, usando da palavra, o presidente mostrou todas as dificuldades, obstáculos, benefícios e vitórias pelas quais passou o sindicato.
O trabalho continuou cada vez mais afinado com os interesses do produtor e trabalhador rural. A briga pelo preço do leite, maior produto da cidade, era uma constante e, o presidente, não media esforços na defesa dos interesses de seus associados.
Em janeiro de 1979 com o fim do FUNRURAL, sua clientela passou a ser assistida pelo INAMPS.
Em 1985 extingue-se o contrato de locação do imóvel à Rua Dr. Viotti, 118, onde até então o sindicato funcionava e esse se transferiu para o endereço onde até hoje se encontra à Rua Elias Ferreira, 139.  O terreno foi adquirido com recursos do próprio sindicato e aos poucos foi erguido um pequeno prédio ao fundo.
Nessa ocasião o sindicato já oferecia a seus associados os serviços de emissão de notas fiscais, GTA e folha de pagamento dos empregados rurais.
Apesar do trabalho dessa diretoria ter sido tão profícuo, ou, por causa disso, os associados deixaram de participar das reuniões, assembléias gerais e até de reuniões para votação e posse de novas diretorias. Talvez por acreditarem que só os membros dela fossem responsáveis por tudo e que cabia a eles sanar todos os problemas e encontrar estratégias para as dificuldades que se apresentavam, ou ainda, por confiarem plenamente em tudo que era feito, essa mesma diretoria se perpetuou no cargo até o ano de 2002.
Caxambu sempre se apresentava como sindicato forte, pela presença marcante de seu presidente em todos os eventos. Aqui se realizavam encontros de interesse nacional, promovidos por ele, como por exemplo, o que aconteceu em 24 de fevereiro de 1984, quando compareceram diversas autoridades  além de mais de duzentos representantes de cooperativas, associações, sindicatos e produtores rurais de quarenta e três cidades. Estiveram aqui de Brasilia, o secretário especial de abastecimento e preço, o secretário nacional de abastecimento e preço; de Belo Horizonte, o presidente da FAEMG, Membro do Conselho Nacional de Abastecimento e Presidente da Comissão do Leite, só para exemplificar. Essa reunião foi em defesa do preço mínimo para o leite que à época estava sendo devorado pela inflação.
Muitas outras reuniões desse porte se antecederam e se seguiram a esta, aumentando cada vez mais o prestígio do Sindicato de Caxambu no âmbito estadual.
Depois de vinte e oito anos de trabalho à frente do sindicato, cansado e desanimado com os rumos da política agrícola e leiteira e, com pouco apoio dos associados que cada vez mais se mantinham fechados em seus próprios territórios, o Sr. René desiste do trabalho.
O sindicato praticamente para por quatro meses. Água, luz e telefone são cortados. Assume, então, interinamente o cargo de presidente o sr. Paulo Martins Paiva que convoca reunião para 05 de dezembro de 2002 para montar uma junta administrativa com a incumbência de reestruturar o sindicato. Compareceram a essa reunião dezessete associados que escolheram o sr. Paulo Martins Paiva para presidente da junta, o sr. Moacir Esaú dos Reis para secretário e o sr. Fábio Mancilha Pereira para tesoureiro. Foi esclarecido que a função desta junta seria reorganizar o sindicato, devendo para isto, elaborar um novo quadro de associados, reformar o estatuto e convocar a eleição da diretoria definitiva, no prazo de seis meses.
Dia 29 de junho de 2003 ocorreu a nova eleição com apenas uma chapa concorrendo. Nessa ocasião o sindicato contava com trinta associados aptos a votar. Vinte compareceram. O sr. Paulo Martins Paiva foi eleito presidente, ocupando os demais, José Márcio Carvalho Leite, Moacir Esaú dos Reis e Fábio Mancilha Pereira, os cargos de vice-presidente, secretário e tesoureiro respectivamente. A posse da nova diretoria ocorreu em 01 de julho de 2003
A partir daí, efetivamente contratada uma secretária para o sindicato, Solange dos Reis Santos, o horário de atendimento aos associados estendeu-se das 9:00 às 16:00 e os serviços prestados aumentaram. Participando de vários cursos ministrados na FAEMG, ela foi se habilitando a fazer mais e mais pelos membros do sindicato, o que foi atraindo novos associados.  A partir daí, além do que já era feito, passou-se a prestar os serviços de aposentadorias, assistência contábil/jurídica, ADA, CCIR, cartas para o PRONAF, cursos do Senar, IRPF, ITR, inscrição do produtor rural, inscrição no IMA, minutas de contrato de arrendamento, parcerias, serviços, regularização de recursos hídricos e de vacinação junto ao IMA.
Ao final de seu mandato, o sindicato já tinha trinta e sete associados.
Em 21 de julho de 2006 ocorreu a eleição  para o novo mandato de 30  de julho de 2006 a 30 de julho de 2009 quando foram eleitos para a diretoria a sra. Lydia Villela Miranda Sério, Verônica Paiva Pires, Moacir Esaú dos Reis e Paulo Martins Paiva, como presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro, respectivamente.
Foi a hora de se arrumar a casa, literalmente. O Sindicato foi reestruturado fisicamente: nova pintura, acabamento nos banheiros, bloquetes na área externa, equipamentos e mobiliários novos. Contas organizadas.  No fim desse mandato o sindicato já contava com 68 associados e mais uma funcionária: Sandra Maria dos Santos.
Novas eleições em 2009, no dia 20 de julho, reconduziram a mesma diretoria para mais três anos de mandato.  Em 31 de maio de 2011, o sindicato foi surpreendido com a comunicação  da renúncia ao mandato da presidente, sua vice-presidente e seu tesoureiro. Foi convocada reunião para 21 de julho de 2011 para eleição da diretoria e posse do novo presidente, vice-presidente e tesoureiro para completar o mandato que se encerrará em 25 de julho de 2012. Foram eleitos para presidente o sr. Eduardo José Kamp, para vice-presidente José Cassimiro da Cruz e para tesoureiro Alberty José dos Santos Nascimento. Essa diretoria, já que encontrou “a casa arrumada” resolveu ousar em seus objetivos, propondo-se a prestação de novos serviços além dos já prestados, a saber,  assistência técnica, bolsa de empregos, café rural, campanha de vacinações, centrais de compra, centro de agronegócio e mercado futuro, convênios com laboratórios, médico/odontológico, para analisar o solo, encontro de produtores, dia de campo, exposição agropecuária, torneios leiteiros, leilões, feiras, palestras, cursos, informações sobre previsão do tempo e muitas outras melhorias que vão satisfazer ainda mais seus associados.  Quando a atual diretoria assumiu o sindicato eram 86 os associados, hoje já alcançamos o número de 115.
Pelo que se pode observar do trabalho da atual diretoria, em pouco tempo conseguirá fazer esse sindicato voltar a ser uma referência na região e no estado. Trabalho, coragem, vontade e comprometimento com a classe rural compõem seu perfil.  Parceria é o caminho.
Contatos já estão sendo feitos com várias entidades e pessoas que possam trazer melhorias. Informativo mensal para dar transparência às ações, começou a  circular. O site do sindicato já tem endereço na internet.  Estamos entrando em nova era. O sindicato é dinâmico.
Muito ainda se tem para conquistar. Nossa história está apenas começando. Certamente outros no futuro, que nos sucederem,  julgarão nossos atos e, tomara sejam misericordiosos, porque temos a certeza de que faremos o melhor que pudermos para honrar e fazer crescer o Sindicato Rural de Caxambu.